segunda-feira, 4 de julho de 2011

Curso: Tarot como Experiência Tridimensional (Arcanos Maiores)

• Descrição: Interprete as lâminas do Tarot com uma visão tridimensional (espaço-temporal), bem como, construa analogias dos Arcanos Maiores e Menores com o próprio corpo e com os principais processos da existência. A disposição das lâminas contempla o caminho iniciático da Tradição Ocidental. Também apresenta o Tarot como referência simbólica para o processo decisório.
• Desenvolvimento: Aulas gravada de 50 minutos e desenvolvimento (Skype) em 30 minutos (opcional, aula à distância).
• Duração: 08 aulas (01 aula semanal, 50 + 30 minutos).
• Início: 6 ª feira, 08/07/2011, 21:30 horas.
• Valor: R$ 680,00 (em até 12 x no PagSeguro).
• Inscrições: diretamente na página do curso.

PROGRAMA

1 Introdução
1.1 Conceitos Iniciais.
1.2 História do Tarot.
1.3 Tarot, Números e Cabala.
1.4 Estrutura dos Arcanos Maiores e Menores.

2 Arcanos Maiores
2.1 Os Três Mundos: Lua, Sol, Estrela.
2.2 As Três Rodas: Roda da Fortuna, Justiça, Julgamento.
2.3 Os Três Iluminadores: Louco, Mago, Carruagem.
2.4 Os Três Libertadores: Diabo, Torre, Morte.
2.5 Os Três Redentores: Pendurado, Eremita, Hierofante.
2.6 Os Três Doadores: Temperança, Imperador, Força.
2.7 Os Três Compartilhadores: Imperatriz, Enamorados, Sacerdotisa.
2.8 A Realidade Manifestada: Mundo.

Para cada Arcano Maior são abordados os seguintes tópicos:
• Localização na Árvore da Vida.
• Descrição da imagem e seu simbolismo.
• Crescendo (desenvolvimento pessoal).
• Orientação mística (significado da letra hebraica correspondente).
• Significados interpretativos.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Eclipse inaugura uma série de 700 anos

O eclipse de 01/07/2011 inaugura a série de Saros 156, que se encerra em 01/09/2714, depois de 69 conjunções entre os luminares. Cada série compartilha de uma mesma geometria, ou seja, o ângulo de incidência do Sol e da Lua são semelhantes. Esta é uma série pequena, uma vez que normalmente cada família de eclipses dura de 12 a 13 séculos.
Cada série tem a sua "personalidade" e "natureza" particulares. As séries começam com eclipses de pequena importância, em razão de sua sombra e duração, crescem ao longo do tempo, fazem um período de eclipses totais, para depois minguarem até se tornarem novamente eclipse de pequena intensidade. Em outras palavras, como qualquer coisa na natureza, nascem, crescem, amadurecem, declinam e morrem.

Mas vamos a alguns detalhes deste eclipse.
Observe a tabela abaixo, obtida no site do Fred Espenak:
Observe que nos primeiros nove eclipses, a altitude do Sol é zero, ou seja, encontra-se no horizonte. esta é a primeira indicação que mostra a falta de força deste eclipse, uma vez que sua atuação é proporcional à sua altura.
A imagem acima (também obtida no mesmo site) mostra a região onde ele será visível. Note que não há nenhuma região habitada. Em sua culminação, a magnitude do eclipse será de 0,097, o que é considerado muito baixo.
O tempo de duração do eclipse é tomado a partir dos horários de contato interno e externo da penumbra. É de quase 1,5 horas, um tempo excessivamente pequeno para ser considerado significativo. Para efeito de comparação, o eclipse ocorrido em 01/06/2011 durou 3,7 horas e é considerado de intensidade mediana.
Trata-se de um eclipse de Nodo Lunar Sul com características de energia anabólica, mas como vimos até o presente, de baixíssima intensidade e de mínima atuação.
Abaixo, o mapa do Eclipse, utilizando sistemas de casas de Campanus e representação proporcional, obtido para as coordenadas onde ocorre. Observe a distorção que há com Gêmeos e Sagitário nas cúspides de várias Casas.
Mas se você prefere a maneira habitual, pode se reportar no mapa abaixo, onde os signos são tomados como referência, e não as casas. Aí é que os "astrólogos" se deitam, porque se esquecem dos preceitos básicos.
Vamos a um resumo: Há um T-Square entre o eclipse, Saturno e Urano (em oposição). Mas como o eclipse NÃO é visível, conta com um Sol em altura ZERO (ocorre no horizonte), tem baixa magnitude e é um iniciador, NÃO disparará nenhum evento no MUNDO. E, por conseguinte, não terá nenhuma participação na vida dos indivíduos. Nem dos pinguins (ou pesquisadores) que porventura estiverem por lá acompanhando o evento.

Software utilzado: Janus 4.3

terça-feira, 21 de junho de 2011

Solstício: O Inverno chegou

Numa bela manhã de sol, o Inverno acabou de chegar.
Começa às 14:17, com um Sol na casa VIII e Ascendente em Escorpião.
Enquanto que no Hemisfério Norte se comemora o retorno do Sol e do calor, por aqui, no Hemisfério Sul, a expectativa é a oposta, com noites mais longas.
A interpretação do mapa correspondente gera boas expectativas quanto aos relacionamentos em todos os níveis, sugerindo a necessidade de confiar mais nos outros ao invés de buscar conflitos.
Recomenda participação e cooperação, partindo de valores éticos verdadeiros.
Forte tendência a se deixar levar pelo prazer, embora não se deva deixar este assunto em segundo plano.

Há uma nota recorrente com relação à espiritualidade.
Para aqueles que possuem maior sensibilidade, intuição ou mediunidade, este será um período de grandes interferências provenientes de outros planos. Com isso, é preciso maior atenção para distinguir o que é fruto da imaginação. Portanto, nada de experiências neste campo: adote os métodos a que se encontrar acostumado.
Mas caso você não tenha nenhuma afinidade com esses temas, trata-se de uma época apropriada para conhecer melhor, informar-se, correr atrás do prejuízo. Se Deus está em todo lugar, também está dentro de você e é bom ouvir o que ele lhe tem a dizer. A propósito: não espere que Ele vá chamá-lo aos gritos, ao contrário, geralmente, Ele lhe sussurra ao coração.

O Solstício de Inverno é uma oportunidade para deitar raízes, aperfeiçoar o Eu Interior, desenvolver as emoções mais profundas antes de se envolver com o ambiente exterior e as pessoas que dele fazem parte.

domingo, 24 de abril de 2011

Páscoa, Carma e Evolução

É Páscoa... No entanto, ela é comemorada de maneiras diferentes em diferentes culturas.
No entanto, em seu cerne, encontramos uma mesma origem, que remonta ao período em que a humanidade necessitava de uma relação harmônica com a Natureza. Não é meu objetivo discutir sobre os aspectos históricos desta festividade ou de suas relações com outras culturas não cristãs ou judaicas.
Meu propósito é propor uma reflexão da responsabilidade que temos com a evolução do planeta. No comportamento e atitudes, nos últimos dois milênios, assemelham-se muito mais a vírus predadores, consumindo os recursos naturais acima de qualquer capacidade de renovação.

A individualidade faz parte do Homem e é por ela que evolui. Qualquer situação de atrito ou conflito decorre do choque de personalidades, seja no âmbito pessoal como no coletivo. Aprendemos que o atrito é uma das maneiras de obter energia. Acredito que ainda não evoluímos o suficiente para ainda dependermos do atrito (queimas) para movimentarmos a economia mundial.
Em sua origem, economia vem de administrar uma casa, um lar ou uma família, tendo uma orientação mais celular que orgânica. Assim, a evolução deverá obrigatoriamente ocorrer inicialmente nesta esfera antes de incidir no âmbito social e coletivo.
Porém, é por meio da individualidade que ela se processa, se organiza e se estrutura.

Duas expressões da moda são sustentabilidade e renovação (reciclagem). Esta última, implica numa cadeia cíclica, circular, que tem começo, meio, fim e regeneração, antes de um novo início.
As celebrações da Páscoa e do Natal tem em sua origem um culto à renovação da Natureza e o que ela proporciona ao Homem. Neste tempo, homens e mulheres celebravam ritos de passagem, conforme alcançavam certas etapas da vida orgânica. O batismo, a crisma e os rituais fúnebres são remanescentes deste antigos rituais de iniciação. O Homem contava o tempo de maneira circular, como tudo o que via à sua volta na Natureza (incluindo-se o Céu).
Sob esta lógica, pode-se afirmar que o Homem também se renova e evolui. Especialmente se considerarmos a sua parcela imortal denominada Alma (um atributo divino).

Sendo o Homem dotado de auto-consciência, é responsável por sua própria evolução. Esta se dá através da gestão de seus recursos pessoais. Porém, o Homem é um ser imperfeito em busca da perfeição (que ocorre através da substância e se expressa no plano da Alma).
O carma é um dos aspectos desta evolução, proporcionando a repetição de experiências que não foram corretamente assimiladas ou, o emprego inadequado (ou insuficiente) dos recursos à disposição.
Em nosso estágio evolutivo, ninguém se encontra livre de carma, com exceção dos seres santos. Ainda, carma é um assunto pessoal, absolutamente individual em sua manifestação, expressão e resultados.

O tema natal permite uma visão simbólica bastante aprofundada de cada um. E se houverem planetas pessoais em condição retrógrada, há uma condição cármica que precisa ser economicamente solucionada ao longo da vida, em busca da tal da evolução. O significado destes astros, bem como as suas zonas de sombra, oferecem a perspectiva de características pessoais que, mais que outras, levam à evolução.
A evolução de cada indivíduo é, portanto, muito mais que uma necessidade de natureza espiritual, mas sim, uma necessidade orgânica que envolve o ser e sua relação harmônica com o planeta.
Na Páscoa cristã, Jesus ressuscitou num corpo glorioso, superando a morte física, abrindo as portas para a evolução da Humanidade.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Sobre os Signos Zodiacais

De vez em quando, os astrônomos surgem com esta estória do 13º Signo, o que demonstra uma total falta de compreensão do que seja o Zodíaco.
Vamos então às origens.
Antigamente, mas bem antigamente mesmo, quando a Astrologia e a Astronomia eram uma mesma Arte, os sistemas de referência utilizados para apontar, indicar e anotar as posições dos astros eram de duas naturezas:
- Terrestre: altura e direção, o que deu origem à importância do Ascendente.
- Celeste: posição em relação às constelações (grupos de estrelas).
Essas duas referências se tornaram a base para os sistemas Horizontais, Celestes e Terrestre, utilizados pelos astrônomos em nossos dias.
O que difere a Astrologia da Astronomia é que a primeira acrescenta um significado aos eventos que ocorrem no céu. E para isso, criaram uma "régua" empregando a trajetória aparente do Sol.
O Zodíaco (Roda da Vida, zoe = vida) é uma divisão do círculo em 12 seções iguais, cada uma com 30º. Os astrólogos ocidentais tomaram o seu início no ponto vernal ou 0º de Áries, criando então uma régua móvel. Já os hindus preferiram tornar a origem do Zodíaco um ponto fixo no céu.
Conforme a necessidade, cada seção foi subdividida em seções menores, como é o caso das faces e decanatos, cada uma com 10º e os dwamsas, de 2,5º. A cada seção é atribuído um conjunto de particularidades ou qualidades, obtidos a partir da observação sistemática do que acontecia no céu.
Importante: mesmo em sua origem, o Zodíaco e as constelações zodiacais são assuntos ou temas diferentes. As constelações zodiacais são ajuntamentos de estrelas que tem tamanhos diferentes no céu. Enquanto a constelação de Escorpião ocupa uma enorme região no céu, Capricórnio ocupa um espaço mínimo.
Em síntese, as constelações zodiacais são diferentes do Zodíaco, o que imnplica dizer que o fato da constelação de Ophiuco ocupar a região do Zodíaco não quer dizer que o Zodíaco astrológico esteja errado.

sábado, 1 de janeiro de 2011

O eclipse de 04/01/2011

O primeiro eclipse solar de 2011 ocorre no nodo lunar norte, sendo observado em boa parte da Europa, norte da África e Ásia central. Trata-se de um eclipse parcial, ou seja, não há uma ocultação completa do Sol.
Será primeiramente visível no norte da Algéria e, à medida que a sombra se desloca para leste, será visível ainda nas cidades europeias de Madrid, Paris, Londres e Copenhague, ao nascer do Sol. Sua maior magnitude ocorrerá na região norte da Suécia. Na África, será visto no Cairo, Jerusalém, Istambul e Teerã.
Na Russia Central, Cazaquistão, Mongólia e noroeste da China será visto ao por sol Sol.


É o 14º eclipse da Série de Saros 151, iniciada em 1776 e que se encerra em 3056. Esta Série ainda terá mais quatro eclipses parciais, antes de iniciar a série de eclipses totais, em 2227.

Sob uma ótica astrológica, ocorre a 13º 38' de Capricórnio, atingindo a máxima altura (cerca de 55º) na região da Etiópia. Acompanhando a sequência dos eventos desta família de eclipses, nota-se que estão associados à liberdade e ao progresso. Segundo os astrólogos clássicos, a ação do eclipse é antes geral que particular, ocorrendo apenas nas regiões em que é visível.

De certo modo, sua atividade deve aumentar a disputa cambial existente nos países industrializados da Europa, especialmente França e Alemanha, promovendo medidas protecionistas. Com isso, também surgirão medidas protecionistas para manter a coesão da Comunidade Europeia.
Também podemos contar com o agravamento da crise na Grécia e Espanha, especialmente sob a ótica de suas economias internas. Este eclipse sugere uma retração comercial.
Porém, é preciso lembrar que este é um eclipse de pouco força e intensidade, não indicando nenhum evento catastrófico.

Aqueles que possuem Lua, Sol ou Ângulos próximo ao grau onde ocorre o eclipse encontram-se mais suscetíveis a sua ação e podem passar por situações de dúvidas quanto às suas carreiras ou à necessidade de serem mais respeitadas em suas atividades. Podem então tomar direções e rumos baseados numa referência intangível, contrariando a sua natureza básica.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sistemas de Casas Astrológicas




O desenvolvimento dos sistemas das casas e as suas diversas metodologias, conceitos e filosofias passa por um caminho bastante longo e tortuoso, desde os tempos clássicos até os atuais. Mesmo em nossos dias, alguns astrólogos preferem ignorar por completo o uso das casas, em virtude da confusão que elas provocam. Nisso, seguem a tradição de Claudius Ptolomeu, o “Pai da Astrologia Clássica” que, em seu grandioso livro, Tetrabiblos, parece dar pouca importância às casas, uma vez que faz mínimas alusões às mesmas.


O fato é que as casas são referências simbólicas, enquanto que a posição dos planetas corresponde a situações concretas e mensuráveis.
No entanto, para muitos de nós, as casas são e continuam ser importantes para uma boa interpretação. E isso nos coloca diante de um problema, pois existem, nos tempos atuais, três categorias de sistemas de casas, conforme a referência na qual se baseiam:
  • Eclítico.
  • Temporal.
  • Espacial.
E existem pelo menos cerca de duzentos métodos diferentes de cálculo para localizá-las ao longo da Roda da Vida ou Zodíaco (zoe = vida), embora apenas cerca de vinte tenham valor prático hoje em dia.
Portanto, os planetas estarão distribuídos em casas diferentes, dependendo do sistema adotado. Isso pode dar a impressão que o astro se move quando variamos de um sistema de casas a outro, o que não é verdadeiro. Mas sabemos que a interpretação de um gráfico astrológico pode diferir radicalmente dependendo do método utilizado para o cálculo das casas.


terça-feira, 9 de março de 2010

Misticismo no século XXI (parte I)

Tudo o que é matéria (mater) tem começo, meio e fim, portanto, a humanidade, que começou a cerca de 200 mil anos atrás (Homo Sapiens) também terá um fim.
Primeiramente, vamos refletir a respeito de como somos recentes na Terra:
  • Formação da Terra: 4,54 bilhões de anos.
  • Surgimento da vida na Terra: 3,8 bilhões de anos.
  • Dinossauros: viveram até cerca de 65 milhões de anos.
A reflexão sempre fez parte da natureza humana. Assim, desde o princípio, o homem se sentiu impotente diante das forças na Natureza ou celestes (meteoros, cometas). Gradualmente, foram criando presságios ou sistemas de crenças.
Como saber é poder, aqueles que possuíam mais informação ou que adquiriam conhecimentos particulares (por qualquer intermédio), passaram a deter o papel de sacerdotes ou xamãs, exercendo seu poder inclusive aos dirigentes das clãs ou tribos.
Conforme a cultura ou o tempo, os nomes e atribuições dos deuses também se alteravam. E assim, várias mitologias coexistiram ao longo do tempo, sendo a origem de várias religiões atualmente consideradas pagãs.

Primeiramente, gostaria de citar que a Humanidade permanece perplexa e angustiada em relação aos eventos celestes e terrestres. Persiste o sentimento de estar apartado do Cosmo, de um distanciamento divino.
As mitologias de todas as partes tratam das relações entre deuses e homens, papel hoje atribuído às religiões. No fundo, o medo...
Hoje em dia, persistem vários medos. O final dos tempos é ainda um medo recorrente, várias catástrofes são indicadas para esta ocasião. Mas o medo da penúria é talvez o mais assustador, em razão de suas consequências no comportamento da humanidade.

Há aqueles que detem o dinheiro e exercem o poder a partir dele. Há ainda aqueles que detém o poder de gerá-lo e não apenas geri-lo.
Existem ainda aqueles que tem acesso a uma certa parcela desse "deus" moderno, e a "catástrofe" para eles e deixar de ter os meios de acessá-los através de uma ocupação remunerada.
Há ainda aqueles que não tem nenhum acesso ao dinheiro e vivem na mais completa miséria, dependendo da boa vontade alheia: a eles, apenas os velhos deuses podem satisfazer.

O misticismo velado ao longo dos séculos (ou milênios) associado aos acontecimentos naturais perde muito de seu sentido uma vez que são muitas as exigências desse "deus" moderno: produtividade e consumo.
A cada ano, consome-se 3,1 Terras e apenas uma parcela disso é renovável...

Porém, todos os "deuses" parecem coexistir na sociedade contemporânea. Entretanto, o que antes era divino, ou está na Internet, acessível através do Google, ou virou artigo comercializável (mercadoria).
É o medo e a angústia que fazem com que as religiões de catarse estejam se proliferando em todo o mundo. Mas também, nunca se perguntou tanto através de oráculos dos mais diversos sobre o que vai acontecer depois:
  • Vou comprar a minha casa?
  • Vou me casar?
  • Terei filhos?
  • Quando estarei novamente empregado?
É a mística da mãe, da mater, da matéria...
Aonde nos levará? A mãe foi feita para fecundar, gerar e nutrir... Este é o papel do planeta.
Quem fecunda a mãe é o pai, daí a predominância de deuses criadores masculinos.
Contudo, da mesma maneira que materializamos as nossas reflexões, exaurimos as possibilidades de nosso planeta.
No século XXI, milênio da Humanidade, é preciso recuperar com o coração o sentido místico, atuando pela manutenção e preservação de todas as espécies vivas, inclusive o Homo Sapiens.
Do contrário, estaremos acelerando o nosso fim e abreviando a nossa história no planeta.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

O papel das Estrelas (Fixas)

A sensação de maravilhamento ao fitar um céu pontilhado de estrelas nos acompanha desde as primícias da Humanidade. Mas também é impossível separar o sentimento de angústia que nos acompanha nessas ocasiões. Esta visão nos remete à sensação de afastamento, a mesma da Queda bíblica, em que fomos expulsos do Paraíso.
Nossos ancestrais olhavam para o céu para tentar responder aos seus anseios, suas dúvidas quanto ao seu papel neste mundo e, quem sabe, no Universo infinito que percebiam. De fato, estavam em busca de Luz e conhecimento.
Primeiramente, passaram a respeitar tudo o que viam na abóbada celeste; posteriormente, vieram a temer e respeitar, inscrevendo os seus mitos no céu. Era a maneira como percebiam a sua conexão com um Criador que, na visão dos antigos, abandonara a sua Obra à sua própria sorte.
O céu, as estrelas e demais astros representavam, de algum modo, uma relação visível com os seus deuses.

A verdade que os fenômenos dos céu sempre fascinaram a humanidade. Entender e compreender seus mecanismos e acontecimentos era como se estivéssemos tentando dialogar com os deuses, tentando reintegrar-se a eles.
De alguma forma, em algum recanto profundo da memória de nossas almas permanecia uma lembrança de sermos originários das estrelas.

Martinez de Pasqually, um importante místico do século XVIII, postulava que a Criação se deu em etapas. Em seu único livro, ele afirma que Deus criara os Arcanjos de 1ª Ordem com o único papel de criarem os Arcanjos de 2ª Ordem, sendo estes os responsáveis de fato pela criação do Universo conhecido. Assim que os Arcanjos de 2ª ordem tinham sido criados, Deus recolheu os de 1ª Ordem para si, de forma a criar um vazio entre Deus e a Criação.
No Antigo testamento existem várias referências que atestam o papel dos Anjos e Arcanjos e sua ligação com as estrelas. No Sepher Yezirah, há uma passagem que diz que o número de Arcanjos/estrelas é de 1021, bem próximo àquele postulado pelos astrônomos.

É fato que a Ciência não conseguiu chegar ao instante do Big Bang, apenas se alcançam os seus ecos frações de segundos após este evento dramático e catastrófico. Supõe-se que antes dele ocorrer, o Universo era escuro e sem eventos.
100 milhões de anos após o Big Bang, surgiram as primeiras estrelas, maciças e luminosas, representando a transição da escuridão para a luz. À medida que aqueciam e ionizavam os gases à sua voltam, também produziram os primeiros elementos pesados, que deram origem à formação dos sistemas solares como o nosso.
Num dado momento, essas primeiras estrelas foram se colapsando, dando origem aos quasares e buracos negros super maciços existentes inclusive no coração de nossa galáxia.
Portanto, podemos concluir que as estrelas são as fábricas do Universo, produzindo luz, energia e calor para que ele continue existindo. Em alguns casos, produzindo planetas e as condições necessárias para que a vida aconteça.
Presume-se que cada estrela, em razão de suas propriedades, produza diferentes proporções de elementos a partir de sua fusão. Em última hipótese, o Sol é responsável pelo DNA de tudo o que existe no Sistema Solar; o que contiver um DNA de diferente composição pertencerá a outra estrela.
Os Arcanjos não deixam de ser uma personificação adequada, uma vez que são representados como seres de luz e fogo.

No Tema Natal, as estrelas operam de uma maneira dramática e intensa, produzindo glória ou miséria, de acordo com a condição do tema e da natureza da estrela. Uma conjunção com uma estrela torna aquele indivíduo especialmente responsável diante do Universo e seu papel, perante a sociedade, se amplia, independente de ser um líder ou uma pessoa comum. Ele deverá atuar de maneira diferenciada, uma vez que é capaz de “canalizar” um tipo especial de energia proveniente do Cosmos.
Deverá ser acordado e tornar-se consciente de que possui uma missão e que contará com as bênçãos de Deus.

Bibliografia:
LARSON, B e BROMM, V: As Primeiras Estrelas do Universo. A Vida Secreta das Estrelas. São Paulo: Scientific American, 2001.
KAPLAN, Arieh: Sêfer Ietsirá. São Paulo: Sêfer, 2002.
OCHMANN, Horst. O Instinto Geométrico. Porto Alegre: Sulina, 2002.
PASQUALLYS, Martinets: Tratado da Reintegração dos Seres Criados. Lisboa: Edições 70, 1979.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Eclipse de 15/01/2010

Trajetória

O primeiro eclipse solar de 2010 ocorre em Capricórnio, junto ao Nodo Lunar Norte ou Ascendente. Trata-se de um eclipse anular, que atravessará a África Central, o Oceano Índico e leste da Ásia, sendo visível numa largura de 300 km a partir de sua trajetória. Será visível como um eclipse parcial no leste da Europa, boa parte da África, Ásia e Indonésia.

Um eclipse anular é aquele em que o disco da Lua não cobre inteiramente o disco do Sol a ponto deste último formar um anel em torno da Lua. Isto ocorre porque a Lua se encontra em seu máximo afastamento e o Sol, em sua máxima aproximação, em relação à Terra.

A trajetória do eclipse inicia-se ás 05:14 UT na porção ocidental da República Centro Africana. A sombra do eclipse se move rapidamente através de Uganda, Quênia e do sul da Somália. Nas duas horas seguintes, a sombra deslocar-se-á sobre o oceano, onde ocorrerá o máximo ocultamento, às 07:06:33 UT, com o Sol a uma altura de 66º. O ocultamento máximo terá duração de 11’ 08”, circunstância que, para um eclipse anular, irá se repetir apenas em 23/12/3014.

A cidade de Male, nas Ilhas Maldivas, será a única cidade com um aeroporto internacional que estará sob a sombra deste eclipse.

A trajetória da sombra do eclipse cobrirá aproximadamente 12.900 km em pouco menos de 04 horas. Veja o mapa do eclipse.

Série de Saros

Trata-se do 23º eclipse da série 141 de Saros, que se iniciou em 19/05/1613. O primeiro eclipse anular ocorreu em 04/08/1739, aumentando a sua duração, sendo o maior em 14/12/1955, com cerca de 12 minutos de duração. O último eclipse anular desta série ocorrerá em 14/10/2460; e o último eclipse de toda a série se dará em 13/06/2857.

Observa-se que a área de sombra dos eclipses anulares desta série, em sua maior parte, cobrem a África Central, Índia e o sul da Ásia. Apenas alguns poucos têm seu epicentro sobre a Europa ou EUA. Tendo em vista os ensinamentos de Claudius Ptolomeu e Guido Bonatti, a duração média dos efeitos destes eclipses é de cerca de 03 anos.

Sobre o eclipse de 14/12/1955

Epicentro ao sul da Índia.

O ano de 1956 assistiu a independência do Marrocos e da Tunísia, bem como, a crise do Canal do Suez; ainda, o Paquistão tornou-se uma nação islâmica. Em 1957, inicia-se o acordo militar entre EUA e a Arábia Saudita e nasce Osama Bin Laden. Em 1958, Chade, Gabão, Congo e República Centro Africana tornam-se independentes.

Sobre o eclipse de 24/12/1973

Epicentro sobre as Guianas.

Em 1974, explode uma rebelião militar na Etiópia; desastre do avião da Turkish Airlines; Revolução dos Cravos, em Portugal; renúncia de Nixon em razão do escândalo Watergate; independência das colônias de Portugal (Goa, Damão e DIU). Em 1975, fim da Guerra do Vietnã; independência de Moçambique, Cabo Verde, Comores, São Tome e Príncipe, Papua e Nova Guiné, Suriname e Timor Leste. Este último foi invadido pela Indonésia. Em 1976, Idi Amin é nomeado presidente vitalício de Uganda.

Sobre o eclipse de 04/01/1992

Epicentro sobre as Oceano Pacífico.

Em 1992, independência de Bósnia e Herzegovínia e guerra civil; massacre do Carandiru; em 1993, desmembramento e independência da República Checa e da Eslováquia; guerra em Angola; guerra civil no Zaire; em 1994, acordos entre sérvios e croatas para por fim aos conflitos; Israel aceita mediação no conflito sobre Hebron; assassinato dos presidentes de Ruanda e Burundi; Nelson Mandela assume a presidência da África do Sul.

Sobre o eclipse de 15/01/2010

Epicentro sobre o Oceano Índico, próximo às Ilhas Maldivas.

Eventos esperados para 2010: Copa do Mundo, na África do Sul; eleições presidenciais, no Brasil; em 2011, Jogos Panamericanos, no México; em 2012, eleições presidenciais nos EUA, expira o Protocolo de Kyoto.

Ações prováveis: como este eclipse ocorre no signo de Capricórnio, a expectativa é de aumento da fome e da pobreza na região de visibilidade do eclipse, especialmente na África Central. Vênus e Saturno encontram-se em mútua recepção, sendo que o primeiro forma conjunção com o eclipse. Esta situação tende a tornar as mulheres mais vulneráveis às ações decorrentes do eclipse. Os conflitos étnicos e genocídios devem continuar ocorrendo, especialmente entre setembro e outubro de 2011.

O Sol estará se pondo quando o eclipse for visível no Himalaia e sul da Ásia e, para esta região, podem ocorrer enchentes, deslizamentos de geleiras, perda da produção agrícola.

Os eclipse anteriores trazem ênfase nas independências das antigas colônias, muitas vezes, tendo o islamismo como pano de fundo. Os conflitos no Afeganistão devem continuar ainda por longo tempo. Na China, também existirão confrontos em algumas províncias, por motivos religiosos.

Quanto ao Protocolo de Kyoto, algo que o substitua a contento surgirá apenas ao final de 2012.

Conclusão

É bastante provável que, nesses próximos três anos, nos deparemos ainda com aumento da violência urbana bem como, fusões e aquisições de grandes grupos comerciais. Isso representa uma maior concentração de empresas e filiadas nas mãos de poucos grupos corporativos. Este eclipse traz um certo nivelamento da economia em patamares modestos; portanto, que não se espere grandes aumentos de demanda na indústria e nem crescimento, no comércio.

Em conflitos com o mundo muçulmano, pelos próximos três anos, não haverá uma oportunidade imediata de restabelecer a paz e oferecer um canal de entendimento. Ao contrário, a expectativa é de tensão em toda a África Central e no Oriente Médio.

No âmbito individual, exercerá algum efeito para aqueles que tiverem Sol, Lua ou Ângulos no último decanato dos signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio), trazendo mudanças e transformações significativas por meio de novos encargos e responsabilidades, assumidas sem o conhecimento prévio de seu alcance.

Em função dos aspectos que forma, entretanto, não é um eclipse que tenha configurações suficientes para gerar eventos destrutivos, sendo considerado de pouca atividade.

Leituras recomendadas:

BONATTI, Guido. Liber Astronmiae. Apostila

PTOLOMEU, Claudius. Tetrabiblos. Saldasuud.

TEAL, Celeste. Eclipses, Predicting World Events & Personal Transformation. Woodbury: 2006, Llevellyn.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O papel do astrólogo no século XXI

A Astrologia tem cerca de seis mil anos e, desde a sua origem, passou por várias revisões e mudanças de enfoque e abordagem. Contudo, em razão da complexidade e amplitude do conhecimento que envolve, sempre esteve nas mãos de uma elite capaz de refletir sobre o seu conteúdo.
Filosofia e Ciência sempre dialogaram entre si e assim, contribuíram para introduzir a Humanidade ou o indivíduo num contexto apropriado à época. A Astrologia sempre teve o mérito, em razão de sua transdisciplinaridade, de se situar entre as várias correntes do pensamento e atividades humanas.

Até o início do século XX, o enfoque do saber Astrológico sempre se dirigiu às questões preditivas. É claro que houve mudanças ao longo dos vários milênios quando a pergunta era "o que vai acontecer depois?" Os objetivos individuais e coletivos aperfeiçoaram-se ao longo do tempo e assim, a própria Astrologia se refinou em suas interpretações. Porém, um fato é claro: o papel do astrólogo declinou, especialmente a partir do século XVIII.
É possível refazer a mesma pergunta então: qual é o papel do Astrólogo em nossa sociedade?

Cientista ele não é. A maior parte dos astrólogos desconhece os princípios de astronomia que se encontram na raiz do movimento dos astros que interpretam. Com o advento do computador e da internet, também não fazem a menor idéia dos procedimentos de cálculo necessários para obter um gráfico astrológico. E, a questão principal, que é o fato de que o conhecimento Astrológico não se reduz a um modelo que possa ser reproduzido como uma experiência científica.
Filósofo? Poucos são aqueles que se debruçam a refletir sobre o comportamento humano, seja no coletivo como no individual e suas implicações com os movimentos celestes e suas combinações. Mas é a própria Filosofia, à medida que reflete sobre o conhecimento humano, quem dá pistas do papel que pode ser assumido pelo astrólogo diante da Astrologia.

Essencialmente, os astrólogos trabalham realizando consultas. Existem vários métodos e o campo de estudo é tão vasto quanto o conhecimento humano. Qualquer tema pode ser abordado, avaliado, ponderado e interpretado, desde questões de natureza individual como coletivas ou institucionais.
Por outro lado, após a Revolução Industrial, a própria sociedade passou por diversas mudanças que, neste início de milênio, vem culminando com as tentativas de unir as nações em torno da preservação do planeta e da humanidade. Duas linhas de pensamento e conduta caminham lado a lado: sustentabilidade e responsabilidade social.

Torno a fazer a pergunta: qual o papel do astrólogo neste contexto pós-moderno? Onde poderia se inserir, com o seu saber e prática, de tal modo que seja eficaz a partir de sua atividade?
Nossa sociedade é formada, há décadas, de especialistas, algo que raros astrólogos o são. Astrólogos ainda são vistos como personagens folclóricos que consultam os astros quase como videntes (sei que a imagem é exagerada...). E este tipo de indivíduo, em nossa sociedade, tende a perder ainda mais a sua importância e relevância se não se inserir, não dirigir o seu saber transdisciplinarmente para a própria sociedade na qual vive.

As Ciências Teológicas, nas últimas décadas, tem se aproximado das Sociais e vice-versa, trocando entre si muitas informações e experiências, a ponto de quase adotarem uma linguagem comum. Em ambas, encontramos uma preocupação com a prática da cidadania, independente de disposições reguladas pelo Estado.
Vivemos uma época paradoxal em que a liberdade individual chegou ao seu clímax, a ponto de termos de pensar coletivamente para tentar salvar o planeta. Mas, ao mesmo tempo, a maior parte da população do planeta ainda vive à margem dos benefícios proporcionados pela dita liberdade individual, existindo em condições que restringem sua própria sobrevivência e existência.
Pessoalmente, acredito que este seja o caminho que deva ser trilhado pelo astrólogo pós-moderno, numa visão socialmente ampliada, participativa em sua comunidade, efetivo em sua atuação como agente de mudança e junto de instituições que lhe deem suporte.

Predizer o futuro ou desenvolver potencialidades? O desenvolvimento de potencialidades, se ocorre coletivamente, é multiplicadora e geradora de oportunidades. O gráfico astrológico é, acima de tudo, um instrumento de exercício e aprendizado que, adequadamente empregado, pode levar a um maior desenvolvimento humano e maior inserção social. Neste caso, o astrólogo passa a ser um orientador ou facilitador, despertando o "cliente" para suas habilidades, sugerindo instrumentos de superação de dificuldades e obstáculos associados a sua própria natureza. Em larga escala, poderíamos vislumbrar mais indivíduos aprendendo, estudando e trabalhando, mas centrados em sua essências e motivações. Num estágio seguinte, pode-se pensar numa atividade semelhante voltada para as equipes, famílias, grupos de estudo ou trabalho...

É preciso mudar a postura do astrólogo, bem como a sua linguagem. Há um trabalho a ser feito, uma vez que este tem de descer de seu pedestal. Porém, as possibilidades de êxito são exponenciais:
  • Mapa Natal: potencial individual, metas, objetivos.
  • Combinações de mapas natais: elaboração de equipes e grupos voltados para objetivos precisos.
E, quem sabe, a pessoa mais indicada para estar ao seu lado em sua equipe de trabalho não seja justamente aquela que ainda não teve oportunidade de estudar e está só esperando uma chance?

domingo, 12 de julho de 2009

Religião, Misticismo, Mercado e Conflitos

Uma interessante configuração vem ocorrendo no céu, a conjunção entre Júpiter e Netuno.
Embora não seja visível a olho nu, não significa que não represente algum evento em nosso planeta.
Na bibliografia astrológica, encontramos que Netuno costuma refinar o que toca. Associa-se ao ilusório, ao êxtase, mas também às crenças, misticismo e religião. Júpiter possui significados semelhantes, embora de uma perspectiva mais filosófica, pois igualmente governa a religião, a ética e bem como, as pessoas responsáveis pela difusão dos conceitos associados.

Segundo Morin de Villefranche, os significados astrológicos são construídos e operam de acordo com as suas analogias. Esta conjunção ocorre no signo zodiacal de Aquário, com uma forte conotação social (alguns querem ainda, fraternal). Contudo, este signo é conhecido tanto pela engenhosidade mas também pela falta de senso prático.

Meus questionamentos, entretanto, vão noutra direção. Estou imerso no mundo cristão, e este se mostra absolutamente esfacelado, há inúmeras denominações que, felizmente, parecem caminhar na direção de uma alguma unidade, de projetos comuns, que se encontram além de suas próprias diferenças e divergências, graças justamente à dimensão social que as religiões vem agregando, notadamente nos países emergentes.

Primeiramente, gostaria de destacar as semelhanças entre religião e misticismo.
Das várias definições encontradas no Dicionário Houaiss, ficarei com uma: “8 qualquer filiação a um sistema específico de pensamento ou crença que envolve uma posição filosófica, ética, metafísica, etc.”; com respeito à misticismo, da mesma fonte bibliográfica, gostaria de destacar várias passagens: “2 crença de que o ser humano pode comunicar-se com a divindade ou receber dela sinais ou mensagens; 4 atitude mental, baseada mais na intuição e no sentimento do que no conhecimento racional, que busca, em última instância, a união íntima e direta do homem com a divindade; 6 intensa fé e devoção religiosa, frequentemente exacerbados, com traços de sentimentalismo e romantismo.”
Pelo acima exposto, nota-se que, é a mística da religiões a responsável pelos conflitos existentes entre suas várias denominações ou ainda, de uma forma ainda pior e cruel, entre as diversas religiões. Não há como dissociar a mística da religião, esta última se processa através da primeira, embora corra o risco do dogmatismo e do fanatismo.


A minha pergunta então, sob a conjunção de Júpiter e Netuno, ambos retrógrados em Aquário é porque tanta violência étnica tendo o selo das diferenças religiosas como pano de fundo nos tempos recentes? Existe alguma solução? Vislumbra-se uma possibilidade de entendimento, mesmo que a partir do prisma da diversidade de crenças?

No mundo islâmico, a recente eleição presidencial no Irã trouxe um contexto de violência que quase chegou ao nível de uma insurgência, de uma guerra civil. Em Honduras, a deposição do presidente por uma junta militar trouxe uma onda de violência ímpar. No oeste da China, vimos conflitos de extrema violência entre duas etnias, que igualmente contam com diferenças religiosas para acirrar os seus ânimos (os uigures são, em sua maioria, muçulmanos; os hans seguem os ensinamentos de Confúcio ou Buda).

Não foi difícil constatar que esta conjunção ocorre nos Termos de Marte, no final do signo zodiacal de Touro que, nesses dias, encontrava-se exilado em em seus próprios Termos.
Portanto, essa violência não terá um fim tão imediato, uma vez que Netuno ainda permanecerá nos termos de Marte por um bom tempo ainda e estimulará a violência de etnia contra etnia, sempre com uma exacerbação de componente religiosa a ditar as diferenças.


E será que existe alguma solução? É a sociedade como um todo que está vendo as suas crenças irem para o ralo. Esta semana, houve uma discussão dos BRICS no sentido de substituir o dólar como moeda utilizada no comércio exterior. Fatalmente, isso acabará ocorrendo e o “Deus Mercado” terá de se adaptar a uma composição ou engenharia financeira diferente da que estamos acostumados.
Em 2012, Júpiter estará em Gêmeos, em seu Exílio. Contudo, as combinações astrológicas para esta época são interessantes: quadratura com Netuno, agora em Peixes, a quem governa; sextil com Urano, em Áries; e trígono com Saturno, em Libra, repetindo uma configuração recente, mas agora ocorrendo nos signos do elemento Ar.
Assim, a solução encontra-se realmente no âmbito do universo místico-religioso, de cunho universalista, como solução para manter as relações e tratados (especialmente os comerciais), mas particularmente, as relações sociais. 2012 será um ano de reestruturação da sociedade, que nesse anos ainda terá resultados frágeis e talvez ocorra em dois âmbitos. Por um lado, as instituições e as organizações talvez não tenham mais a mesma importância que tem hoje, em virtude das mudanças do polo financeiro. Por outro lado, a sociedade tenderá a se agrupar em células que se auto-regulam, em comunidades alinhadas com as suas realidades locais, mesmo que sob a bandeira das organizações em que hoje se encontram (não acredito em revolução, guerra civil, etc...).
E é neste âmbito que o modelo social que tem como base a religião oferece uma alternativa inteligente, funcional e prática, ao mesmo tempo que, de extrema simplicidade. A continuar a integração entre as várias denominações, especialmente neste campo, é o caminho que podemos esperar para o nosso futuro. E aí, em razão das próprias necessidades (manutenção e preservação do planeta, da vida e do trabalho), é que poderemos pensar em um pouco de paz.
Estaremos lá para ver, falta pouco tempo.

segunda-feira, 23 de março de 2009

A excomunhão da camisinha (por Tutty Vasques)

O discurso é, basicamente, o mesmo. O que o papa disse sobre preservativos na África dilacerada pela aids é mais ou menos o que o arcepisbo de Olinda e Recife disparou contra a gravidez interrompida para salvar a vida daquela menina de 9 anos estuprada pelo padrasto em Pernambuco. Desde a Idade das Trevas, quando ainda não havia camisinha ou clínica de aborto, a igreja católica tenta convencer seu rebanho a combater o mal sem preservativos ou paliativos, só na base da fé e da espiritualidade individual. Como diriam no núcleo indiano da novela das oito, “hare baba”, papa!

Bento XVI praticamente excomungou a camisinha a caminho de Camarões, porta de entrada de sua primeira visita à África. Criticado por Deus e o mundo representado pela ONU, o Vaticano não se abala. Age como se guardasse na manga da batina alguma mensagem recém chegada do céu para alertar sobre a origem demoníaca de todo esse papo politicamente correto que anda por aí contaminando a Humanidade. Sai Satanás!

Tem religioso tomando gosto pelo culto ao absurdo. Nada mais justifica vir a público quando não é chamado para dizer, por exemplo, que a lavadora de roupas fez mais pela libertação feminina que a pílula anticoncepcional. Graças ao seu bom pai a igreja católica não depende dos votos de fiéis. Ou seria uma espécie de PTC, sem o Clodovil. Que Deus me perdoe!

Texto publicado na coluna Ambulatório da Notícia deste domingo no caderno Aliás do 'Estadão'.

http://blog.estadao.com.br/blog/tutty/?title=a_excomunhao_da_camisinha&more=1&c=1&tb=1&pb=1

terça-feira, 10 de março de 2009

O caso do aborto dos gêmeos

Li recentemente uma notícia sobre a excomunhão dada aos médicos e à mãe da menina de 9 anos que iria dar à luz a gêmeos, vítima de estupro pelo padastro.
esta notícia pode ser encontrada aqui.
Primeiro, gostaria de apontar o meu repúdio à atitude da Igreja Católica, em razão de manter cânones absolutamente ultrapassados e fora da realidade do mundo atual. No caso do artigo citado, trata-se de privilegiar o gênero masculino em detrimento do feminino. Itens semelhantes, com respeito à falta de visão, também são encontrados quando o assunto é o uso de preservativos. A Igreja mostra-se igualmente contra e pune os infratores com a excomunhão automática... Felizmente, não há nenhum controle sobre esse particular... Só falta instituírem uma Inquisição para este fim...

Há ainda este ótimo comentário, que também vale a pena ser lido.

Mas o artigo, em seu início, chama a atenção para um ponto vital deste problema, que é a atribuição do instante em que a vida se inicia. Qual é este instante?
Porém, é preciso ir um pouco mais fundo: o que é VIDA?
Acredito que se a Vida for corretamente definida e conceituada, haverá como evitar muito sofrimento e dor a quem não o merece, apenas em prol de uma piedade sem nexo.

De uma forma, geral, admite-se que a vida seja aquele fenômeno que anima a matéria.
Os cientistas afirmam que ao menos um dos processos abaixo precisa ocorrer para que possa se admitir a existência de vida:
1. Crescimento, produção de novas células
2. Metabolismo, consumo, transformação e armazenamento de energia e massa; crescimento por absorção e reorganização de massa; excreção de desperdício.
3. Movimento, quer movimento próprio ou movimento interno.
4. Reprodução, a capacidade de gerar entidades semelhantes a si própria.
5. Resposta a estímulos, a capacidade de avaliar as propriedades do ambiente que a rodeia e de agir em resposta a determinadas condições.

Porém, existe um aspecto que não é considerado, especialmente com relação ao feto: embora ele possua crescimento, metabolismo, movimento e resposta ao ambiente, não possui consciência. Os rosacruzes afirmam que enquanto o feto não inspirar pela primeira vez, a vida não se instalou. O fato é que aquele feto, até então, é um organismo dependente do organismo da mãe, usando-o para se alimentar e mesmo para as funções acima descritas. Caso não exista este meio, o feto não evoluirá.
Vou tornar esta situação um pouco mais fácil: o feto não possui capacidade (mesmo que instintiva) de decisão e, por conseguinte, depende inteiramente do organismo no qual se encontra hospedado - estou incluindo os casos de fertilização assistida.

No caso de uma criança anencéfala, a medicina já permite o aborto.
Mas existem outras situações que também deveriam ser contemplados, uma vez diagnosticados durante a gestação.

Podemos tentar ir além e refletir se pode ser considerada viva uma pessoa mantida artificialmente por aparelhos, como vimos recentemente na Itália.

Não se trata de simplesmente defender ou prolongar uma vida ou várias, mas sim, de proporcionar qualidade àquelas que vem chegando e as que estão partindo, inclusive, que possam partir com dignidade.

Uma outra definição interessante a respeito da Vida, diz que é o espaço de tempo decorrido entre o seu nascimento e morte. Que este tenha qualidade e que Deus possa estar com ele, em toda a sua vida.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Apocalipse a partir do Calendário Maia???

Nesta semana, a Veja publicou um artigo relacionando o Calendário Maia ao Apocalipse.
Com toda certeza, o editor estava sem pauta, não sabia o que inserir e incumbiu um jornalista de escrever esta absurda matéria.


Vamos aos fatos:
1. Calendário é uma forma de contar o tempo. Os maias desenvolveram um método elaborado e complexo, por sinal, bastante preciso, para contar os anos em ciclos mais longos e assim registrar a sua história.
2. Profecias maias são uma invenção moderna a respeito do supra referido calendário. Não me parece que, em nenhum momento eles tenham se preocupado em prever o futuro.
3. Um calendário é sempre cíclico, circular. Isso quer dizer que o fato da contagem do calendário maia se encerrar em 2012 não significa o final dos tempos, mas apenas o final de um ciclo, que igualmente corresponde ao início de outro.


E ainda assim, aqueles que apregoam as profecias relativas ao calendário maia não incluem o apocalipse em suas previsões. Nisso se inclue o Argüelles.
A maior parte das "profecias" dos arautos contemporâneos aponta realmente para uma mudança de fase e não para uma catástrofe.

Ou seja, os editores da revista Veja devem informar-se melhor antes de publicarem suas bobagens.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A 1ª Missa do Colégio de Piratininga

Por isso, alguns dos irmãos mandados para esta aldeia no ano do senhor de 1554, chegamos a ela a 25 de janeiro e celebramos a primeira missa numa casa pobrezinha e muito pequena no dia da conversão de São Paulo, e por isso dedicamos ao mesmo esta esta casa.


A carta acima pode ser considerada a certidão da fundação do Colégio de São Paulo de Piratininga, nos relata como foi o ato, oferecendo-nos as seguintes informações:
- Local: era a aldeia de onde Anchieta escreveu, Piratininga.
- Data: 25 de janeiro de 1554.
- Como: pela celebração de uma missa.
- Quem: alguns jesuítas “mandados” pelo superior provincial, Pe. Manuel da Nóbrega.
- Cerimônia presidida pelo superior local, Pe. Manuel de Paiva.
- Presentes: Tibiriçá, João Ramalho, Bartira, os jesuítas membros da nova comunidade, entre eles, José de Anchieta, muitos índios e colonos.
Foi celebrada ao ar livre, já que a casa construída por Tibiriçá, a pedido de Nóbrega, era muito pequena, como descreveu Anchieta na carta quadrimestre a Santo Inácio.

Os relatos (cartas) dos jesuítas, responsáveis pela catequese e educação dos cristãos e dos gentios, são a documentação existente sobre os primórdios da fundação da cidade de São Paulo, ocorrida por meio da 1ª Missa neste sítio.
Piratininga era o nome dado ao Planalto Paulista. Quando Martim Afonso de Souza empreendeu a colonização de São Vicente, já encontrou João Ramalho casado com Bartira, filha do cacique Tibiriçá, chefe dos Guaianases, que havia chegado à região entre 1500 e 1510.
Fundada São Vicente, Martim Afonso de Souza transpôs a Serra para oficializar o povoado do Santo André da Borda do Campo. Nomeou então João Ramalho Capitão Mor dos Campos de Piratininga.
Decorridos cerca do vinte anos, Tomé de Souza, primeiro governador geral do Brasil, visitou São Vicente, acompanhado do Pe. Manoel do Nóbrega, primeiro provincial da Companhia do Jesus no Brasil.
Ele subiu ao planalto pela primeira vez em agosto de 1553, ficando impressionado com o lugar e animado por encontrar várias famílias cujos filhos estudavam no litoral. Decidiu então transferir a escola para lá, desrespeitando a proibição de Tomé de Souza de penetrar o sertão adentro.
Segundo o relato de Anchieta, em carta a Inácio de Loyoloa, alguns irmãos chegaram na aldeia onde rezariam a 1ª Missa em 25 de janeiro de 1554, vindos muito provavelmente de Santo André da Borda do Campo. A 1ª Missa foi celebrada pelo Pe. Manuel de Paiva, ao ar livre, já que a edificação construída por Tibiriçá a pedido do Pe. Manuel da Nóbrega era muito pequena.

E, segundo Tito Lívio Ferreira:
Os jesuítas chefiados por Manoel da Nóbrega vão diretamente à casa de João Ramalho, em Santo André da Borda do Campo, onde pernoitam. No dia seguinte, ao romper da madrugada, tomam o caminho de Piratininga, onde chegam manhã alta. Padre Nóbrega designa o Padre Manoel de Paiva para celebrante da missa de 25 de janeiro de 1554, no alto do Inhapuambuçu. Serve-lhe de acólito o irmão José de Anchieta. Padre Paiva eleva o cálice do sacrifício. Anchieta retine a campainha cujo eco se perde no silêncio do terreiro. E Manoel da Nóbrega, com os olhos no céu, pede as bençãos de Deus para o Real Colégio Nascente.


A distância entre Santo André e São Paulo é de cerca de 20 quilômetros. Para uma tropa comum, composta de pessoas e jumentos, é percorrida num intervalo cerca de 5 a 6 horas (considerando uma marcha de 3 a 4 km/h). Considerando-se a rotina dos padres jesuítas e que a região era frequentemente atacada pelos índios Carijós, é muito provável que tenham partido pouco antes do amanhecer, que se deu às 05:46 horas.
Como não deve ter ocorrido muito tempo entre a chegada dos jesuítas e o início da 1ª Missa, podemos supor que o horário para este início esteja entre 10:00 e 12:00 horas.

O resultado obtido para o cálculo da hora ajustada para a 1ª Missa do Colégio de Piratininga é 10:35 do dia 25/01/1554.
Este trabalho está disponível para download.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

É Natal... cadê o Natal?

Neste final de ano, os relógios atômicos de césio serão novamente atrasados em um segundo.
Segundo os cientistas, isso ocorre porque este modo de medir o tempo não reflete a rotação da Terra, estando relacionado apenas ao ciclo próprio da radiação do referido elemento químico. A última vez que esse ajuste se fez necessário foi quando houveram os tremores que resultaram no tsunami na Indonésia, Índia e Sri Lanka, que interferiram na velocidade da rotação do planeta.

Contudo, há muito mais contido apenas neste único segundo, a começar, o fato de que a forma de medir o tempo não se encontra relacionada a um fenômeno que normalmente utilizamos para tal.
O natural seria empregar a rotação da Terra ao redor de si mesma e ao redor do Sol, correspondendo aos dias e anos, mas esse movimento é irregular. A suprema busca de precisão e linearidade não permite esses “erros” ou desajustes e buscou alguma forma mais precisa. Chegamos ao tal relógio atômico que, de fato, nada tem a ver com o Tempo como nós o conhecemos.
Este único segundo é emblemático pois representa o quanto estamos dissociados dos ritmos verdadeiros, dos ciclos naturais que ocorrem em nosso planeta, inclusive interferindo neles a ponto de, em certas localidades, não ser mais sequer perceptível.
É o progresso da humanidade...

O avanço tecnológico e as necessidades de uma economia artificial são a sustentação da vida artificial que levamos hoje e que produz uma enorme quantidade de resíduos, eufemismo para LIXO.

Chegamos ao Natal e o foco, na maior parte das pessoas em todo o mundo é o consumo, comprar e comprar, com a desculpa de dar presentes. Mas estamos em meio a uma crise financeira que, ao que tudo indica, está apenas em seu começo e que faz o dinheiro sumir do mercado gerando desemprego generalizado e, com isso, reduzindo drasticamente o consumo.

O Natal é uma festividade de recolhimento e confraternização. Encontrava-se associada ao Solstício de Inverno, no Hemisfério Norte e ao Solstício de Verão, no Hemisfério Sul. Várias lendas e mitos foram associadas a esta ocasião e posteriormente “reeditadas” pelas religiões, que os incorporaram, embora mantendo os seus princípios e assim é desde as primícias da existência do Homem no planeta.
Para quem não sabe, o Papai Noel vestido de vermelho numa carruagem puxada por renas é invenção da Coca Cola numa de suas campanhas de marketing no início do século XX. Antes existia um tal de Santa Claus, que tem uma estória controvertida, pois se mistura com a de Odin e de outros. Tenho um post a esse respeito, contando as origens do mito do “bom velhinho”.

Esta falta de sintonia e sincronia com o próprio planeta, o lugar em que vivemos, tem levado não apenas à deterioração da Terra, mas da também, da Humanidade e do que ela significa. Tornamo-nos Homo Consumus, exaurindo as reservas naturais do planeta em razão da manutenção de uma economia dissociada dos limites até do bom senso.
De fato, não se trata apenas de uma crise financeira mas, acima de tudo, de uma crise de valores, uma vez que outros movimentos que se apóiam na sustentabilidade e em justiça social deixam de ser apenas utopias tornando-se metas desejáveis de médio e curto prazo.

A recente catástrofe ocorrida em Santa Catarina (aquele furacão que devastou Houston chamava-se Cathrina...) mostrou o poder de mobilização e solidariedade da sociedade civil. Em outras palavras, ainda resta alguma louvável “humanidade” entre as pessoas.

É Natal, é ocasião de desacelerar, de acabar com os desentendimentos, especialmente os familiares e confraternizar. É ocasião para lembrar de nossos ancestrais, que não se encontram mais conosco, mas também são responsáveis por sermos o que somos. Acima de tudo, é preciso desacelerar o consumo e acelerar as relações sociais entre as pessoas, começando pelos laços consanguíneos.
É o amor que importa, expresso num abraço, numa palavra de conforto, ou apenas, em ouvir um ente mais velho.

Mas se você ainda não se convenceu, veja este vídeo com atenção e reflita...

domingo, 30 de novembro de 2008

Rendendo-me às evidências

Conjunção tríplice no céu: Lua, Vênus e Júpiter.
Vamos pelo lado bom? Juntos, indicam abundância, prosperidade e fertilidade.
Mas... sempre tem um mas...
Lua em Capricórnio => em Exílio.
Júpiter em Capricórnio => em Queda.
Vênus em Capricórnio => Peregrina.
Ou seja, o benefício que proporcionam é de moderado a pequeno.

Explicação:
A conjunção entre esses três astros deve trazer um alívio ao tão combalido sistema financeiro mundial. Mas esse alívio será pequeno ou moderado.
De minha ótica, será quase insignificante.

E como diz o Tutty Vasques: e não se fala mais nisso.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Culpados da atual crise financeira

A história se repete!!! Entretanto, da outra vez, as instituições financeiras iam bem e os governos (no caso, os reinos), muito mal.
E aí foi simples: prenderam e torturaram todo mundo, tomandos todas as suas propriedades. Igreja e Estado se reuniram para acabar com os Templários porque eles deviam de forma impagável (não existia a Lei de Responsabilidade Fiscal) e era mais fácil eliminar a quem deviam. A Ordem do Templo foi a primeira instituição bancária organizada da qual se tem notícia, financiando vários reinos da Europa.

Nesta crise atual, vemos alguns bancos ficarem insolventes e observa-se um movimento parecido, à medida que os Bancos Centrais têm recomprado algumas instituições, reestatizando-os...

Tudo culpa de Filipe, o Belo e do Papa Clemente V.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Confusão generalizada: Mercúrio retrográdo?

Acompanhar o notíciário nesses dias está bastante divertido, ao menos para mim, que não tenho um tostão aplicado na Bolsa... eles andam mesmo na carteira... rs...
Desde o dia 24/09 que esse tal de Mercúrio se encontra retrógrado em Libra. Não é um fenômeno dos mais incríveis, mesmo porque é apenas uma questão de perspectiva, ele não anda para trás de fato e é apenas como ele é visto de nosso planeta azul (por enquanto). E ainda por cima, ocorre três vezes ao ano.
A crise de crédito nos EUA já vem há tempos, mas nesses dias, parece que o pesadelo saiu do armário e resolveu assustar todo mundo. No Brasil, as Bolsas sobrem e descem aleatoriamente... de manhã, ela sobe 7% e cai 9% no final da tarde. Aí o pessoal tenta se defender com o dólar, que está nas nuvens outra vez...
Mas tem mais!!! Ontem rolou o debate dos vices nos EUA... um fiasco que acabou por complicar ainda mais a candidatura McCain.
E temos as eleições para prefeito ocorrendo em 1º turno justamente sob efeito "mané conversinha" (Mercúrio em Libra, retrógrado, vira mestre em mentiras...).

Esse cara, esse tal de Mercúrio, na maior parte das ocasiões em que forma trânsitos, passa até desapercebido, mas quando fica retrógrado, chama todos os holofotes para si. Para ajudar, Marte está sainda de Libra e entrando em Escorpião. Quando o fizer, coloca a Vênus, que lá está, em maus lençóis porque acaba a mútua recepção.
E ainda estamos na fase crescente da Lua...

Não vou arriscar nenhum palpite, porque já andaram me crucificando...
De todo modo, 2012 vem aí... lálálálá...