Acompanhar o notíciário nesses dias está bastante divertido, ao menos para mim, que não tenho um tostão aplicado na Bolsa... eles andam mesmo na carteira... rs...
Desde o dia 24/09 que esse tal de Mercúrio se encontra retrógrado em Libra. Não é um fenômeno dos mais incríveis, mesmo porque é apenas uma questão de perspectiva, ele não anda para trás de fato e é apenas como ele é visto de nosso planeta azul (por enquanto). E ainda por cima, ocorre três vezes ao ano.
A crise de crédito nos EUA já vem há tempos, mas nesses dias, parece que o pesadelo saiu do armário e resolveu assustar todo mundo. No Brasil, as Bolsas sobrem e descem aleatoriamente... de manhã, ela sobe 7% e cai 9% no final da tarde. Aí o pessoal tenta se defender com o dólar, que está nas nuvens outra vez...
Mas tem mais!!! Ontem rolou o debate dos vices nos EUA... um fiasco que acabou por complicar ainda mais a candidatura McCain.
E temos as eleições para prefeito ocorrendo em 1º turno justamente sob efeito "mané conversinha" (Mercúrio em Libra, retrógrado, vira mestre em mentiras...).
Esse cara, esse tal de Mercúrio, na maior parte das ocasiões em que forma trânsitos, passa até desapercebido, mas quando fica retrógrado, chama todos os holofotes para si. Para ajudar, Marte está sainda de Libra e entrando em Escorpião. Quando o fizer, coloca a Vênus, que lá está, em maus lençóis porque acaba a mútua recepção.
E ainda estamos na fase crescente da Lua...
Não vou arriscar nenhum palpite, porque já andaram me crucificando...
De todo modo, 2012 vem aí... lálálálá...
Artigos, pensamentos e reflexões... Espaço para discussão de idéias e conteúdo.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
domingo, 27 de abril de 2008
Escasses de alimentos? Alta do Petróleo?
Três notícias têm sido constantes nos últimos meses:
- a escassez dos alimentos.
- a alta do petróleo.
- a grave crise econômica dos EUA.
As conseqüências do conjunto desses acontecimentos têm levado aos governantes e as suas nações ao medo de uma recessão global.
Bem... os gurus de todas as partes, inclusive o Argüelles, com a sua proposta do Calendário Maia, a mais de 20 anos postulam que o mundo passará por uma reformulação severa em meados de 2012. Estamos quase chegando lá.
Alguns textos hoje encontrados na Internet dão conta que as "profecias" daqueles gurus já se realizaram parcialmente. Eu tomei conhecimento de seu teor ainda em 1986 e confesso ter duvidado delas... Nesses textos, embora mudem de tom, encontramos uma constante, que enfoca o fim do sistema financeiro como o conhecemos. Raros são aqueles que falam de alguma catástrofe natural. Mas, se o dinheiro acabar ou perder o seu valor, estaremos diante de uma catástrofe de proporções inimagináveis, uma vez que o valor dos bens e serviços terá de ser revisto a um patamar daquilo que realmente valem.
Há uma pressão inflacionária ocorrendo em todo o planeta, impulsionada pelos indicadores acima descritos. Apenas um deles já seria necessário para gerar uma pressão de elevação dos preços. Duas das componentes que impulsionam essa pressão são essenciais para a manutenção do sistema de sobrevivência da humanidade, a saber, alimentos e petróleo. Este último, não é apenas a origem dos combustíveis, mas também, a fonte de um sem número de outros subprodutos, como plásticos, isopor, etc...
A população cresceu? É um dos fatores e talvez o fator decisivo sobre todos os demais.
Tivemos alguns anos de crescimento sustentado da economia, que proporcionaram ganhos de renda sensíveis, especialmente em nações antes consideradas pobres. China, Índia e Brasil, atualmente considerados emergentes, melhoraram em muito a qualidade de vida de seus habitantes. Estes, passaram a consumir mais, a comprar mais e a comer mais e melhor. A primeira parte da equação está montada. E, para completar esta parte, a demanda de consumo encontra-se acima da capacidade industrial.
No caso dos EUA, as questões são outras, derivadas da maneira como administram o seu sistema financeiro e o que lhes dá fundamento. Na verdade, no âmago desta questão se encontra uma gravíssima crise de valor, que já levou os Tigres Asiáticos quase à falência. No entanto, estamos comentando sobre a maior economia do planeta, que atualmente se encontra em meio a uma crise sem proporções, uma vez que é muito maior que aquela de 1929 e tem fundamentos diferentes.
Pode-se dizer que a capacidade de produção do planeta está próxima de seu limite, juntando ao tema da sustentabilidade e da preservação ambiental (emissão de carbono, etc...) e o assunto fica ainda mais complexo.
Desde de setembro de 2007 que Saturno se encontra no signo zodiacal de Virgem.
Tivemos Rodada de Doha e Reunião do G7 nos termos de Mercúrio, sem nenhum resultado prático. Muita conversa para vermos os preços do milho e do trigo dispararem no mercado internacional. Pouco após a Rodada de Doha, tivemos uma reunião do blocos dos países emergentes onde o assunto principal eram as tarifas sobre alimentos novamente. O resultado não foi diferente daquele obtido na Rodada de Doha.
Saturno esteve retrógrado entre 31/12/2007 a 03/05/2008, voltando até o início do signo e reforçando as suas características associadas à produção industrial e de alimentos.
Voltando ao movimento direto, ainda nos termos de Mercúrio, outras reuniões ou conversas a nível de governo devem continuar ocorrendo, especialmente ao longo de maio, enquanto Mercúrio estiver em Câncer.
A partir de setembro, Saturno estará nos termos de Vênus, quando Júpiter também retornará ao movimento direto. Este pode der o período em que se possa chegar a acordos sobre os preços da commodities em geral, incluindo os alimentos, bem como, alguma coisa quanto às tarifas. É bastante provável que estejam num patamar de preços mais elevado que aquele praticado no início do ano, mas já tenham se acomodado a uma nova realidade, sem tantas oscilações que assustam os mercados.
Nesta época, mesmo os EUA tendem a estar numa situação ligeiramente mais confortável. No entanto, a sua economia não se normalizará tão rapidamente quanto seria desejável, contaminando de incertezas outros mercados ao longo do globo.
Para o ano de 2008, portanto, falar de escassez de alimentos é um pouco forte, mas sim de aumento da demanda, mais adequado. Diversos países, dentre eles o Brasil, têm tido safras recordes e enfrentam altas tarifas alfandegárias para colocarem seus produtos no mercado. De todo modo, tendem a trazer um ganho de valor considerável, notadamente a partir de setembro, quando Júpiter também estiver direto em Capricórnio.
Porém, que não se desconsiderem os sinais que sugerem uma catástrofe financeira em andamento.
- a escassez dos alimentos.
- a alta do petróleo.
- a grave crise econômica dos EUA.
As conseqüências do conjunto desses acontecimentos têm levado aos governantes e as suas nações ao medo de uma recessão global.
Bem... os gurus de todas as partes, inclusive o Argüelles, com a sua proposta do Calendário Maia, a mais de 20 anos postulam que o mundo passará por uma reformulação severa em meados de 2012. Estamos quase chegando lá.
Alguns textos hoje encontrados na Internet dão conta que as "profecias" daqueles gurus já se realizaram parcialmente. Eu tomei conhecimento de seu teor ainda em 1986 e confesso ter duvidado delas... Nesses textos, embora mudem de tom, encontramos uma constante, que enfoca o fim do sistema financeiro como o conhecemos. Raros são aqueles que falam de alguma catástrofe natural. Mas, se o dinheiro acabar ou perder o seu valor, estaremos diante de uma catástrofe de proporções inimagináveis, uma vez que o valor dos bens e serviços terá de ser revisto a um patamar daquilo que realmente valem.
Há uma pressão inflacionária ocorrendo em todo o planeta, impulsionada pelos indicadores acima descritos. Apenas um deles já seria necessário para gerar uma pressão de elevação dos preços. Duas das componentes que impulsionam essa pressão são essenciais para a manutenção do sistema de sobrevivência da humanidade, a saber, alimentos e petróleo. Este último, não é apenas a origem dos combustíveis, mas também, a fonte de um sem número de outros subprodutos, como plásticos, isopor, etc...
A população cresceu? É um dos fatores e talvez o fator decisivo sobre todos os demais.
Tivemos alguns anos de crescimento sustentado da economia, que proporcionaram ganhos de renda sensíveis, especialmente em nações antes consideradas pobres. China, Índia e Brasil, atualmente considerados emergentes, melhoraram em muito a qualidade de vida de seus habitantes. Estes, passaram a consumir mais, a comprar mais e a comer mais e melhor. A primeira parte da equação está montada. E, para completar esta parte, a demanda de consumo encontra-se acima da capacidade industrial.
No caso dos EUA, as questões são outras, derivadas da maneira como administram o seu sistema financeiro e o que lhes dá fundamento. Na verdade, no âmago desta questão se encontra uma gravíssima crise de valor, que já levou os Tigres Asiáticos quase à falência. No entanto, estamos comentando sobre a maior economia do planeta, que atualmente se encontra em meio a uma crise sem proporções, uma vez que é muito maior que aquela de 1929 e tem fundamentos diferentes.
Pode-se dizer que a capacidade de produção do planeta está próxima de seu limite, juntando ao tema da sustentabilidade e da preservação ambiental (emissão de carbono, etc...) e o assunto fica ainda mais complexo.
Desde de setembro de 2007 que Saturno se encontra no signo zodiacal de Virgem.
Tivemos Rodada de Doha e Reunião do G7 nos termos de Mercúrio, sem nenhum resultado prático. Muita conversa para vermos os preços do milho e do trigo dispararem no mercado internacional. Pouco após a Rodada de Doha, tivemos uma reunião do blocos dos países emergentes onde o assunto principal eram as tarifas sobre alimentos novamente. O resultado não foi diferente daquele obtido na Rodada de Doha.
Saturno esteve retrógrado entre 31/12/2007 a 03/05/2008, voltando até o início do signo e reforçando as suas características associadas à produção industrial e de alimentos.
Voltando ao movimento direto, ainda nos termos de Mercúrio, outras reuniões ou conversas a nível de governo devem continuar ocorrendo, especialmente ao longo de maio, enquanto Mercúrio estiver em Câncer.
A partir de setembro, Saturno estará nos termos de Vênus, quando Júpiter também retornará ao movimento direto. Este pode der o período em que se possa chegar a acordos sobre os preços da commodities em geral, incluindo os alimentos, bem como, alguma coisa quanto às tarifas. É bastante provável que estejam num patamar de preços mais elevado que aquele praticado no início do ano, mas já tenham se acomodado a uma nova realidade, sem tantas oscilações que assustam os mercados.
Nesta época, mesmo os EUA tendem a estar numa situação ligeiramente mais confortável. No entanto, a sua economia não se normalizará tão rapidamente quanto seria desejável, contaminando de incertezas outros mercados ao longo do globo.
Para o ano de 2008, portanto, falar de escassez de alimentos é um pouco forte, mas sim de aumento da demanda, mais adequado. Diversos países, dentre eles o Brasil, têm tido safras recordes e enfrentam altas tarifas alfandegárias para colocarem seus produtos no mercado. De todo modo, tendem a trazer um ganho de valor considerável, notadamente a partir de setembro, quando Júpiter também estiver direto em Capricórnio.
Porém, que não se desconsiderem os sinais que sugerem uma catástrofe financeira em andamento.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Cálculo da data da Páscoa litúrgica
A Páscoa não é comemorada apenas no meio cristão. Encontramos-na primeiramente entre os judeus, que relembram a saída dos israelitas do Egito e sua viagem milagrosa através do Mar Vermelho. Essa viagem, descrita no Êxodo, teve em Moisés seu chefe e guia. A celebração consta de uma refeição cerimonial, conhecida como o seder, durante a qual se relata a narrativa do Êxodo e são feitas orações de ação de graças a Deus incluídas no Haggadah.
A Páscoa cristã, celebra a ressurreição de Jesus Cristo sendo comemorada num domingo, entre 22 de março e 25 de abril. As datas de outras celebrações eclesiásticas que abarcam o período entre o domingo da Septuagésima (nono domingo antes da Páscoa Cristã) e o primeiro domingo do Advento (primeiro dos quatro domingos que antecedem o Natal) são fixadas em relação à data da Páscoa Cristã.
Ambas as festas são móveis e comemoradas em datas diferentes, mas fixadas de tal modo a ocorrerem sempre próximas ao equinócio da primavera (no hemisfério norte). Talvez o termo Páscoa seja oriundo de pascem, em latim, significando fazer as pazes, estabelecer uma aliança. Como sabemos, tanto Moisés como Jesus Cristo restabeleceram uma aliança com o Pai Celestial ou Criador. Para quem deseja se reportar a rituais mais antigos, a Páscoa representa a ressurreição do deus solar Osíris e encontra paralelos em outras culturas do mundo, sendo comemoradas sempre na mesma época do ano.
O Concílio de Nicea, em 325 DC, fixou a data da Páscoa como sendo “o primeiro domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotado como sendo 21 de março”. A Lua Cheia era definida como sendo aquela que ocorre 13 dias após a Lua Nova anterior. A data da Lua Nova era dada pela tabela elaborada pelo ciclo metônico. Em virtude dessas três condições, a data da Páscoa calculada nem sempre coincide com a data que seria obtida se fossem adotados critérios astronômicos reais.
Apenas por curiosidade, vejamos como é calculada a data da Páscoa, sem empregar as tabelas astronômicas ou eclesiásticas. Essas fórmulas foram elaboradas por Gauss e adaptadas para o período entre 2000 e 2099.
R (x/y) corresponde ao resto inteiro quando dividimos os números “x” por “y”.
Seja “A” o ano da Era Cristã para o qual desejamos determinar a data da Páscoa (P).
a = R (A/19)
b = R (A/4)
c = R (A/7)
d = R ((19.a + 24)/30)
e = R ((2.b + 4.c + 6.d + 6)/7)
então
P = 22 + d + e
Se P for menor que 31, a Páscoa será em março. Se maior que 31, então P’ = d + e – 9, caindo em abril.
Se no entanto P’ for maior que 25, basta subtrair sete dias para chegarmos à data da Páscoa.
Todas as demais festas religiosas do calendário eclesiástico cristão são definidas tomando por base a data da Páscoa. Veja algumas das relações:
Domingo de Carnaval = P - 49
Domingo do Espírito Santo = P + 49
Corpus Christi = P + 60
Nos primeiros tempos do cristianismo, os recém-batizados usavam roupas brancas durante a oitava de Páscoa, cor litúrgica pascal pois significa luz, pureza e alegria.
A Páscoa cristã, celebra a ressurreição de Jesus Cristo sendo comemorada num domingo, entre 22 de março e 25 de abril. As datas de outras celebrações eclesiásticas que abarcam o período entre o domingo da Septuagésima (nono domingo antes da Páscoa Cristã) e o primeiro domingo do Advento (primeiro dos quatro domingos que antecedem o Natal) são fixadas em relação à data da Páscoa Cristã.
Ambas as festas são móveis e comemoradas em datas diferentes, mas fixadas de tal modo a ocorrerem sempre próximas ao equinócio da primavera (no hemisfério norte). Talvez o termo Páscoa seja oriundo de pascem, em latim, significando fazer as pazes, estabelecer uma aliança. Como sabemos, tanto Moisés como Jesus Cristo restabeleceram uma aliança com o Pai Celestial ou Criador. Para quem deseja se reportar a rituais mais antigos, a Páscoa representa a ressurreição do deus solar Osíris e encontra paralelos em outras culturas do mundo, sendo comemoradas sempre na mesma época do ano.
O Concílio de Nicea, em 325 DC, fixou a data da Páscoa como sendo “o primeiro domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotado como sendo 21 de março”. A Lua Cheia era definida como sendo aquela que ocorre 13 dias após a Lua Nova anterior. A data da Lua Nova era dada pela tabela elaborada pelo ciclo metônico. Em virtude dessas três condições, a data da Páscoa calculada nem sempre coincide com a data que seria obtida se fossem adotados critérios astronômicos reais.
Apenas por curiosidade, vejamos como é calculada a data da Páscoa, sem empregar as tabelas astronômicas ou eclesiásticas. Essas fórmulas foram elaboradas por Gauss e adaptadas para o período entre 2000 e 2099.
R (x/y) corresponde ao resto inteiro quando dividimos os números “x” por “y”.
Seja “A” o ano da Era Cristã para o qual desejamos determinar a data da Páscoa (P).
a = R (A/19)
b = R (A/4)
c = R (A/7)
d = R ((19.a + 24)/30)
e = R ((2.b + 4.c + 6.d + 6)/7)
então
P = 22 + d + e
Se P for menor que 31, a Páscoa será em março. Se maior que 31, então P’ = d + e – 9, caindo em abril.
Se no entanto P’ for maior que 25, basta subtrair sete dias para chegarmos à data da Páscoa.
Todas as demais festas religiosas do calendário eclesiástico cristão são definidas tomando por base a data da Páscoa. Veja algumas das relações:
Domingo de Carnaval = P - 49
Domingo do Espírito Santo = P + 49
Corpus Christi = P + 60
Nos primeiros tempos do cristianismo, os recém-batizados usavam roupas brancas durante a oitava de Páscoa, cor litúrgica pascal pois significa luz, pureza e alegria.
Calendários diversos: egípcio, babilônico, grego e juliano
O Calendário Egípcio consistia de 12 meses com 30 dias cada e mais 5 dias adicionais ao final do ano. Percebemos assim que ele é cerca de 6 horas mais curto que o Ano Solar.
Assim, a cada 4 anos, o primeiro dia do ano egípcio se antecipa em um dia em relação à respectiva primavera. Após 120 anos, essa defasagem já é de um mês. Apenas após 1460 anos haveria a correspondência novamente.
Em virtude de características geográficas e climáticas, os egípcios dividiram o ano em três estações: das inundações (julho a novembro), semeadura (novembro a março) e colheita (março a julho). Como a ano egípcio era mais curto que o ano solar, as estações do ano iniciavam-se em diferentes épocas do calendário egípcio.
Para prever o início das cheias, os astrônomos egípcios baseavam-se em observações. Verificaram que as épocas das cheias costumavam-se ocorrer logo após a data em que a estrela Sirius, a mais brilhante do céu, aparecia um pouco antes do nascer do Sol. Como os egípcios a chamavam de Sotis, o período de 1460 anos denominou-se Ano Sótico.
Diz-se ainda que uma estrela tem nascimento helíaco quando nasce junto do Sol.
Em 238 AC, Ptolomeu Euergetes sugeriu a inserção de um dia a cada 4 anos, para compensar a defasagem. No entanto, este procedimento só foi adotado entre 26 e 33 AC.
Este calendário assim adaptado passou a ser denominado de Calendário Alexandrino e sobrevive ainda hoje no calendário etíope e na Igreja Copta.
O Calendário Babilônico empregava um ano composto de 12 meses lunares, com cada mês se iniciando pelo aparecimento da Lua Crescente no céu noturno. Porém, 12 meses lunares resultam em 354 dias, ou seja, 11 dias a menos que o necessário para completar o período de um ano solar. A cada 3 anos faltarão 33 dias. Mesmo inserindo mais um mês ao final de 3 anos, haverá ainda uma diferença de 4 dias.
O grego Meton, em cerca de 430 AC verificou que em cada 19 anos solares havia 6940 dias, o que corresponde a 235 lunações. Esse ciclo de 19 anos passou a ser chamado de Ciclo Metônico. Os babilônios passaram a empregá-lo cerca de 50 anos após sua descoberta.
Porém, existe ainda uma diferença de 7 meses lunares que precisam ser intercalados ao Calendário Babilônico para que se iguale ao Ciclo Metônico. O moderno Calendário Judaico faz estas inserções de acordo com regras precisas.
Os antigos Calendários Gregos eram bastante caóticos, embora se baseassem nos meses lunares astronômicos. A intercalação do 13º mês não seguia regras claras e dependia da disposição e determinação das autoridades de cada cidade.
A partir do século VI AC, os astrônomos gregos procuraram descobrir ciclos que pudessem disciplinar as intercalações. Um desses ciclos foi o Metônico. No entanto, havia sérias dificuldades para realizar observações astronômicas para se determinar o quarto da Lua Crescente. Assim, a contribuição dos gregos foi a adoção da alternância entre os meses de 29 e 30 dias, em virtude do mês sinódico de 29,53 dias.
Embora o Calendário Romano fosse lunar com a intercalação do 13º mês aos cuidados dos sacerdotes oficiais, essas inserções não foram feitas rigorosamente e, sob Júlio César, eram freqüentemente negligenciadas. Sosígenes reorganizou o calendário e, a partir do ano 45 AC passou-se a intercalar um dia a cada 4 anos. O ano com 366 dias denominava-se ano bissexto.
O Ano Juliano tem então 365,25 dias, diferindo de cerca de 11 minutos do Ano Solar.
Era Cristã
Quando se define um calendário, define-se apenas as regras para periodicidade na contagem do tempo. É preciso ainda estabelecer uma origem ou Época a partir da qual este calendário será utilizado.
Define-se Era como sendo o intervalo decorrido desde uma época (geralmente, uma acontecimento histórico relevante) até outra Data, sendo que esta última pode ser indefinida.
No Ocidente, a Era mais empregada é a Era Cristã.
À época de seu nascimento (do Cristo), ninguém se lembrou de contar os anos decorridos. Muito tempo depois, em Alexandria, subia ao trono o Imperador Diocleciano e a partir de sua ascensão, convencionou-se empregar o Calendário Juliano. No ano 242 da Era Diocleciana, o abade romano Dionísio estava encarregado de preparar tabelas que apresentassem as datas da Páscoa dos anos seguintes, em continuação às já existentes. Sugeriu então que se empregasse os anos segundo uma Era Cristã, já que seu nascimento tratava-se de um evento de grande significado para a religião cristã.
Os métodos empregados para o cálculo da conversão das Eras se perderam no tempo, porém, a partir do ano 248 da Era Diocleciana, passou-se ano 525 da Era Cristã.
O ano utilizado como padrão era o Ano Juliano, iniciando-se em 25 de dezembro.
Entretanto, algumas localidades adotaram estilos diferentes para o início do calendário:
- Estilo Natividade: 25/12
- Estilo Circuncisão: 01/01
- Estilo Veneziano: 01/03
- Estilo Anunciação: 25/03
O Estilo Circuncisão foi adotado oficialmente por coincidir com o Calendário Romano.
Calendário gregoriano
Durante mais de um milênio, o Calendário Juliano era o oficialmente adotado no mundo ocidental. Como vimos, no entanto, havia ainda uma defasagem em relação ao Ano Solar, o que fazia que em 1582, o Equinócio da Primavera estivesse defasado em 10 dias em relação ao calendário definido pelo Sol astronômico.
A Reforma Gregoriana, sob a orientação do astrônomo Lélio, consistiu no seguinte:
- Omissão de 10 dias na contagem do mês de outubro de 1582, de modo que a 5ª feira, 4, se seguisse a sexta-feira, dia 15 (o que fazia com que o Equinócio da Primavera voltasse a ser no dia 21/03).
- Os anos da Era Cristã que fossem múltiplos de 100 deixariam de ser bissextos, exceto quando fossem múltiplos de 400 (o que retirava um dia a cada 100 anos e adicionava 1 a cada 400).
O Calendário Gregoriano não foi aceito por todos os povos ocidentais ao mesmo tempo.. Polônia, Portugal (Brasil), Espanha e parte da Inglaterra adotaram-no imediatamente na data de sua promulgação. Inglaterra (1752), Japão (1873) e Rússia (1918) fizeram-no mais tarde.
Assim, a cada 4 anos, o primeiro dia do ano egípcio se antecipa em um dia em relação à respectiva primavera. Após 120 anos, essa defasagem já é de um mês. Apenas após 1460 anos haveria a correspondência novamente.
Em virtude de características geográficas e climáticas, os egípcios dividiram o ano em três estações: das inundações (julho a novembro), semeadura (novembro a março) e colheita (março a julho). Como a ano egípcio era mais curto que o ano solar, as estações do ano iniciavam-se em diferentes épocas do calendário egípcio.
Para prever o início das cheias, os astrônomos egípcios baseavam-se em observações. Verificaram que as épocas das cheias costumavam-se ocorrer logo após a data em que a estrela Sirius, a mais brilhante do céu, aparecia um pouco antes do nascer do Sol. Como os egípcios a chamavam de Sotis, o período de 1460 anos denominou-se Ano Sótico.
Diz-se ainda que uma estrela tem nascimento helíaco quando nasce junto do Sol.
Em 238 AC, Ptolomeu Euergetes sugeriu a inserção de um dia a cada 4 anos, para compensar a defasagem. No entanto, este procedimento só foi adotado entre 26 e 33 AC.
Este calendário assim adaptado passou a ser denominado de Calendário Alexandrino e sobrevive ainda hoje no calendário etíope e na Igreja Copta.
O Calendário Babilônico empregava um ano composto de 12 meses lunares, com cada mês se iniciando pelo aparecimento da Lua Crescente no céu noturno. Porém, 12 meses lunares resultam em 354 dias, ou seja, 11 dias a menos que o necessário para completar o período de um ano solar. A cada 3 anos faltarão 33 dias. Mesmo inserindo mais um mês ao final de 3 anos, haverá ainda uma diferença de 4 dias.
O grego Meton, em cerca de 430 AC verificou que em cada 19 anos solares havia 6940 dias, o que corresponde a 235 lunações. Esse ciclo de 19 anos passou a ser chamado de Ciclo Metônico. Os babilônios passaram a empregá-lo cerca de 50 anos após sua descoberta.
Porém, existe ainda uma diferença de 7 meses lunares que precisam ser intercalados ao Calendário Babilônico para que se iguale ao Ciclo Metônico. O moderno Calendário Judaico faz estas inserções de acordo com regras precisas.
Os antigos Calendários Gregos eram bastante caóticos, embora se baseassem nos meses lunares astronômicos. A intercalação do 13º mês não seguia regras claras e dependia da disposição e determinação das autoridades de cada cidade.
A partir do século VI AC, os astrônomos gregos procuraram descobrir ciclos que pudessem disciplinar as intercalações. Um desses ciclos foi o Metônico. No entanto, havia sérias dificuldades para realizar observações astronômicas para se determinar o quarto da Lua Crescente. Assim, a contribuição dos gregos foi a adoção da alternância entre os meses de 29 e 30 dias, em virtude do mês sinódico de 29,53 dias.
Embora o Calendário Romano fosse lunar com a intercalação do 13º mês aos cuidados dos sacerdotes oficiais, essas inserções não foram feitas rigorosamente e, sob Júlio César, eram freqüentemente negligenciadas. Sosígenes reorganizou o calendário e, a partir do ano 45 AC passou-se a intercalar um dia a cada 4 anos. O ano com 366 dias denominava-se ano bissexto.
O Ano Juliano tem então 365,25 dias, diferindo de cerca de 11 minutos do Ano Solar.
Era Cristã
Quando se define um calendário, define-se apenas as regras para periodicidade na contagem do tempo. É preciso ainda estabelecer uma origem ou Época a partir da qual este calendário será utilizado.
Define-se Era como sendo o intervalo decorrido desde uma época (geralmente, uma acontecimento histórico relevante) até outra Data, sendo que esta última pode ser indefinida.
No Ocidente, a Era mais empregada é a Era Cristã.
À época de seu nascimento (do Cristo), ninguém se lembrou de contar os anos decorridos. Muito tempo depois, em Alexandria, subia ao trono o Imperador Diocleciano e a partir de sua ascensão, convencionou-se empregar o Calendário Juliano. No ano 242 da Era Diocleciana, o abade romano Dionísio estava encarregado de preparar tabelas que apresentassem as datas da Páscoa dos anos seguintes, em continuação às já existentes. Sugeriu então que se empregasse os anos segundo uma Era Cristã, já que seu nascimento tratava-se de um evento de grande significado para a religião cristã.
Os métodos empregados para o cálculo da conversão das Eras se perderam no tempo, porém, a partir do ano 248 da Era Diocleciana, passou-se ano 525 da Era Cristã.
O ano utilizado como padrão era o Ano Juliano, iniciando-se em 25 de dezembro.
Entretanto, algumas localidades adotaram estilos diferentes para o início do calendário:
- Estilo Natividade: 25/12
- Estilo Circuncisão: 01/01
- Estilo Veneziano: 01/03
- Estilo Anunciação: 25/03
O Estilo Circuncisão foi adotado oficialmente por coincidir com o Calendário Romano.
Calendário gregoriano
Durante mais de um milênio, o Calendário Juliano era o oficialmente adotado no mundo ocidental. Como vimos, no entanto, havia ainda uma defasagem em relação ao Ano Solar, o que fazia que em 1582, o Equinócio da Primavera estivesse defasado em 10 dias em relação ao calendário definido pelo Sol astronômico.
A Reforma Gregoriana, sob a orientação do astrônomo Lélio, consistiu no seguinte:
- Omissão de 10 dias na contagem do mês de outubro de 1582, de modo que a 5ª feira, 4, se seguisse a sexta-feira, dia 15 (o que fazia com que o Equinócio da Primavera voltasse a ser no dia 21/03).
- Os anos da Era Cristã que fossem múltiplos de 100 deixariam de ser bissextos, exceto quando fossem múltiplos de 400 (o que retirava um dia a cada 100 anos e adicionava 1 a cada 400).
O Calendário Gregoriano não foi aceito por todos os povos ocidentais ao mesmo tempo.. Polônia, Portugal (Brasil), Espanha e parte da Inglaterra adotaram-no imediatamente na data de sua promulgação. Inglaterra (1752), Japão (1873) e Rússia (1918) fizeram-no mais tarde.
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