De vez em quando, os astrônomos surgem com esta estória do 13º Signo, o que demonstra uma total falta de compreensão do que seja o Zodíaco.
Vamos então às origens.
Antigamente, mas bem antigamente mesmo, quando a Astrologia e a Astronomia eram uma mesma Arte, os sistemas de referência utilizados para apontar, indicar e anotar as posições dos astros eram de duas naturezas:
- Terrestre: altura e direção, o que deu origem à importância do Ascendente.
- Celeste: posição em relação às constelações (grupos de estrelas).
Essas duas referências se tornaram a base para os sistemas Horizontais, Celestes e Terrestre, utilizados pelos astrônomos em nossos dias.
O que difere a Astrologia da Astronomia é que a primeira acrescenta um significado aos eventos que ocorrem no céu. E para isso, criaram uma "régua" empregando a trajetória aparente do Sol.
O Zodíaco (Roda da Vida, zoe = vida) é uma divisão do círculo em 12 seções iguais, cada uma com 30º. Os astrólogos ocidentais tomaram o seu início no ponto vernal ou 0º de Áries, criando então uma régua móvel. Já os hindus preferiram tornar a origem do Zodíaco um ponto fixo no céu.
Conforme a necessidade, cada seção foi subdividida em seções menores, como é o caso das faces e decanatos, cada uma com 10º e os dwamsas, de 2,5º. A cada seção é atribuído um conjunto de particularidades ou qualidades, obtidos a partir da observação sistemática do que acontecia no céu.
Importante: mesmo em sua origem, o Zodíaco e as constelações zodiacais são assuntos ou temas diferentes. As constelações zodiacais são ajuntamentos de estrelas que tem tamanhos diferentes no céu. Enquanto a constelação de Escorpião ocupa uma enorme região no céu, Capricórnio ocupa um espaço mínimo.
Em síntese, as constelações zodiacais são diferentes do Zodíaco, o que imnplica dizer que o fato da constelação de Ophiuco ocupar a região do Zodíaco não quer dizer que o Zodíaco astrológico esteja errado.
Artigos, pensamentos e reflexões... Espaço para discussão de idéias e conteúdo.
domingo, 16 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
O eclipse de 04/01/2011
O primeiro eclipse solar de 2011 ocorre no nodo lunar norte, sendo observado em boa parte da Europa, norte da África e Ásia central. Trata-se de um eclipse parcial, ou seja, não há uma ocultação completa do Sol.
Será primeiramente visível no norte da Algéria e, à medida que a sombra se desloca para leste, será visível ainda nas cidades europeias de Madrid, Paris, Londres e Copenhague, ao nascer do Sol. Sua maior magnitude ocorrerá na região norte da Suécia. Na África, será visto no Cairo, Jerusalém, Istambul e Teerã.
Na Russia Central, Cazaquistão, Mongólia e noroeste da China será visto ao por sol Sol.
É o 14º eclipse da Série de Saros 151, iniciada em 1776 e que se encerra em 3056. Esta Série ainda terá mais quatro eclipses parciais, antes de iniciar a série de eclipses totais, em 2227.
Sob uma ótica astrológica, ocorre a 13º 38' de Capricórnio, atingindo a máxima altura (cerca de 55º) na região da Etiópia. Acompanhando a sequência dos eventos desta família de eclipses, nota-se que estão associados à liberdade e ao progresso. Segundo os astrólogos clássicos, a ação do eclipse é antes geral que particular, ocorrendo apenas nas regiões em que é visível.
De certo modo, sua atividade deve aumentar a disputa cambial existente nos países industrializados da Europa, especialmente França e Alemanha, promovendo medidas protecionistas. Com isso, também surgirão medidas protecionistas para manter a coesão da Comunidade Europeia.
Também podemos contar com o agravamento da crise na Grécia e Espanha, especialmente sob a ótica de suas economias internas. Este eclipse sugere uma retração comercial.
Porém, é preciso lembrar que este é um eclipse de pouco força e intensidade, não indicando nenhum evento catastrófico.
Aqueles que possuem Lua, Sol ou Ângulos próximo ao grau onde ocorre o eclipse encontram-se mais suscetíveis a sua ação e podem passar por situações de dúvidas quanto às suas carreiras ou à necessidade de serem mais respeitadas em suas atividades. Podem então tomar direções e rumos baseados numa referência intangível, contrariando a sua natureza básica.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Sistemas de Casas Astrológicas
O fato é que as casas são referências simbólicas, enquanto que a posição dos planetas corresponde a situações concretas e mensuráveis.
No entanto, para muitos de nós, as casas são e continuam ser importantes para uma boa interpretação. E isso nos coloca diante de um problema, pois existem, nos tempos atuais, três categorias de sistemas de casas, conforme a referência na qual se baseiam:
- Eclítico.
- Temporal.
- Espacial.
E existem pelo menos cerca de duzentos métodos diferentes de cálculo para localizá-las ao longo da Roda da Vida ou Zodíaco (zoe = vida), embora apenas cerca de vinte tenham valor prático hoje em dia.
Portanto, os planetas estarão distribuídos em casas diferentes, dependendo do sistema adotado. Isso pode dar a impressão que o astro se move quando variamos de um sistema de casas a outro, o que não é verdadeiro. Mas sabemos que a interpretação de um gráfico astrológico pode diferir radicalmente dependendo do método utilizado para o cálculo das casas.
terça-feira, 9 de março de 2010
Misticismo no século XXI (parte I)
Tudo o que é matéria (mater) tem começo, meio e fim, portanto, a humanidade, que começou a cerca de 200 mil anos atrás (Homo Sapiens) também terá um fim.
Primeiramente, vamos refletir a respeito de como somos recentes na Terra:
Como saber é poder, aqueles que possuíam mais informação ou que adquiriam conhecimentos particulares (por qualquer intermédio), passaram a deter o papel de sacerdotes ou xamãs, exercendo seu poder inclusive aos dirigentes das clãs ou tribos.
Conforme a cultura ou o tempo, os nomes e atribuições dos deuses também se alteravam. E assim, várias mitologias coexistiram ao longo do tempo, sendo a origem de várias religiões atualmente consideradas pagãs.
Primeiramente, gostaria de citar que a Humanidade permanece perplexa e angustiada em relação aos eventos celestes e terrestres. Persiste o sentimento de estar apartado do Cosmo, de um distanciamento divino.
As mitologias de todas as partes tratam das relações entre deuses e homens, papel hoje atribuído às religiões. No fundo, o medo...
Hoje em dia, persistem vários medos. O final dos tempos é ainda um medo recorrente, várias catástrofes são indicadas para esta ocasião. Mas o medo da penúria é talvez o mais assustador, em razão de suas consequências no comportamento da humanidade.
Há aqueles que detem o dinheiro e exercem o poder a partir dele. Há ainda aqueles que detém o poder de gerá-lo e não apenas geri-lo.
Existem ainda aqueles que tem acesso a uma certa parcela desse "deus" moderno, e a "catástrofe" para eles e deixar de ter os meios de acessá-los através de uma ocupação remunerada.
Há ainda aqueles que não tem nenhum acesso ao dinheiro e vivem na mais completa miséria, dependendo da boa vontade alheia: a eles, apenas os velhos deuses podem satisfazer.
O misticismo velado ao longo dos séculos (ou milênios) associado aos acontecimentos naturais perde muito de seu sentido uma vez que são muitas as exigências desse "deus" moderno: produtividade e consumo.
A cada ano, consome-se 3,1 Terras e apenas uma parcela disso é renovável...
Porém, todos os "deuses" parecem coexistir na sociedade contemporânea. Entretanto, o que antes era divino, ou está na Internet, acessível através do Google, ou virou artigo comercializável (mercadoria).
É o medo e a angústia que fazem com que as religiões de catarse estejam se proliferando em todo o mundo. Mas também, nunca se perguntou tanto através de oráculos dos mais diversos sobre o que vai acontecer depois:
Aonde nos levará? A mãe foi feita para fecundar, gerar e nutrir... Este é o papel do planeta.
Quem fecunda a mãe é o pai, daí a predominância de deuses criadores masculinos.
Contudo, da mesma maneira que materializamos as nossas reflexões, exaurimos as possibilidades de nosso planeta.
No século XXI, milênio da Humanidade, é preciso recuperar com o coração o sentido místico, atuando pela manutenção e preservação de todas as espécies vivas, inclusive o Homo Sapiens.
Do contrário, estaremos acelerando o nosso fim e abreviando a nossa história no planeta.
Primeiramente, vamos refletir a respeito de como somos recentes na Terra:
- Formação da Terra: 4,54 bilhões de anos.
- Surgimento da vida na Terra: 3,8 bilhões de anos.
- Dinossauros: viveram até cerca de 65 milhões de anos.
Como saber é poder, aqueles que possuíam mais informação ou que adquiriam conhecimentos particulares (por qualquer intermédio), passaram a deter o papel de sacerdotes ou xamãs, exercendo seu poder inclusive aos dirigentes das clãs ou tribos.
Conforme a cultura ou o tempo, os nomes e atribuições dos deuses também se alteravam. E assim, várias mitologias coexistiram ao longo do tempo, sendo a origem de várias religiões atualmente consideradas pagãs.
Primeiramente, gostaria de citar que a Humanidade permanece perplexa e angustiada em relação aos eventos celestes e terrestres. Persiste o sentimento de estar apartado do Cosmo, de um distanciamento divino.
As mitologias de todas as partes tratam das relações entre deuses e homens, papel hoje atribuído às religiões. No fundo, o medo...
Hoje em dia, persistem vários medos. O final dos tempos é ainda um medo recorrente, várias catástrofes são indicadas para esta ocasião. Mas o medo da penúria é talvez o mais assustador, em razão de suas consequências no comportamento da humanidade.
Há aqueles que detem o dinheiro e exercem o poder a partir dele. Há ainda aqueles que detém o poder de gerá-lo e não apenas geri-lo.
Existem ainda aqueles que tem acesso a uma certa parcela desse "deus" moderno, e a "catástrofe" para eles e deixar de ter os meios de acessá-los através de uma ocupação remunerada.
Há ainda aqueles que não tem nenhum acesso ao dinheiro e vivem na mais completa miséria, dependendo da boa vontade alheia: a eles, apenas os velhos deuses podem satisfazer.
O misticismo velado ao longo dos séculos (ou milênios) associado aos acontecimentos naturais perde muito de seu sentido uma vez que são muitas as exigências desse "deus" moderno: produtividade e consumo.
A cada ano, consome-se 3,1 Terras e apenas uma parcela disso é renovável...
Porém, todos os "deuses" parecem coexistir na sociedade contemporânea. Entretanto, o que antes era divino, ou está na Internet, acessível através do Google, ou virou artigo comercializável (mercadoria).
É o medo e a angústia que fazem com que as religiões de catarse estejam se proliferando em todo o mundo. Mas também, nunca se perguntou tanto através de oráculos dos mais diversos sobre o que vai acontecer depois:
- Vou comprar a minha casa?
- Vou me casar?
- Terei filhos?
- Quando estarei novamente empregado?
Aonde nos levará? A mãe foi feita para fecundar, gerar e nutrir... Este é o papel do planeta.
Quem fecunda a mãe é o pai, daí a predominância de deuses criadores masculinos.
Contudo, da mesma maneira que materializamos as nossas reflexões, exaurimos as possibilidades de nosso planeta.
No século XXI, milênio da Humanidade, é preciso recuperar com o coração o sentido místico, atuando pela manutenção e preservação de todas as espécies vivas, inclusive o Homo Sapiens.
Do contrário, estaremos acelerando o nosso fim e abreviando a nossa história no planeta.
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