É Páscoa... No entanto, ela é comemorada de maneiras diferentes em diferentes culturas.
No entanto, em seu cerne, encontramos uma mesma origem, que remonta ao período em que a humanidade necessitava de uma relação harmônica com a Natureza. Não é meu objetivo discutir sobre os aspectos históricos desta festividade ou de suas relações com outras culturas não cristãs ou judaicas.
Meu propósito é propor uma reflexão da responsabilidade que temos com a evolução do planeta. No comportamento e atitudes, nos últimos dois milênios, assemelham-se muito mais a vírus predadores, consumindo os recursos naturais acima de qualquer capacidade de renovação.
A individualidade faz parte do Homem e é por ela que evolui. Qualquer situação de atrito ou conflito decorre do choque de personalidades, seja no âmbito pessoal como no coletivo. Aprendemos que o atrito é uma das maneiras de obter energia. Acredito que ainda não evoluímos o suficiente para ainda dependermos do atrito (queimas) para movimentarmos a economia mundial.
Em sua origem, economia vem de administrar uma casa, um lar ou uma família, tendo uma orientação mais celular que orgânica. Assim, a evolução deverá obrigatoriamente ocorrer inicialmente nesta esfera antes de incidir no âmbito social e coletivo.
Porém, é por meio da individualidade que ela se processa, se organiza e se estrutura.
Duas expressões da moda são sustentabilidade e renovação (reciclagem). Esta última, implica numa cadeia cíclica, circular, que tem começo, meio, fim e regeneração, antes de um novo início.
As celebrações da Páscoa e do Natal tem em sua origem um culto à renovação da Natureza e o que ela proporciona ao Homem. Neste tempo, homens e mulheres celebravam ritos de passagem, conforme alcançavam certas etapas da vida orgânica. O batismo, a crisma e os rituais fúnebres são remanescentes deste antigos rituais de iniciação. O Homem contava o tempo de maneira circular, como tudo o que via à sua volta na Natureza (incluindo-se o Céu).
Sob esta lógica, pode-se afirmar que o Homem também se renova e evolui. Especialmente se considerarmos a sua parcela imortal denominada Alma (um atributo divino).
Sendo o Homem dotado de auto-consciência, é responsável por sua própria evolução. Esta se dá através da gestão de seus recursos pessoais. Porém, o Homem é um ser imperfeito em busca da perfeição (que ocorre através da substância e se expressa no plano da Alma).
O carma é um dos aspectos desta evolução, proporcionando a repetição de experiências que não foram corretamente assimiladas ou, o emprego inadequado (ou insuficiente) dos recursos à disposição.
Em nosso estágio evolutivo, ninguém se encontra livre de carma, com exceção dos seres santos. Ainda, carma é um assunto pessoal, absolutamente individual em sua manifestação, expressão e resultados.
O tema natal permite uma visão simbólica bastante aprofundada de cada um. E se houverem planetas pessoais em condição retrógrada, há uma condição cármica que precisa ser economicamente solucionada ao longo da vida, em busca da tal da evolução. O significado destes astros, bem como as suas zonas de sombra, oferecem a perspectiva de características pessoais que, mais que outras, levam à evolução.
A evolução de cada indivíduo é, portanto, muito mais que uma necessidade de natureza espiritual, mas sim, uma necessidade orgânica que envolve o ser e sua relação harmônica com o planeta.
Na Páscoa cristã, Jesus ressuscitou num corpo glorioso, superando a morte física, abrindo as portas para a evolução da Humanidade.
Artigos, pensamentos e reflexões... Espaço para discussão de idéias e conteúdo.
domingo, 24 de abril de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Sobre os Signos Zodiacais
De vez em quando, os astrônomos surgem com esta estória do 13º Signo, o que demonstra uma total falta de compreensão do que seja o Zodíaco.
Vamos então às origens.
Antigamente, mas bem antigamente mesmo, quando a Astrologia e a Astronomia eram uma mesma Arte, os sistemas de referência utilizados para apontar, indicar e anotar as posições dos astros eram de duas naturezas:
- Terrestre: altura e direção, o que deu origem à importância do Ascendente.
- Celeste: posição em relação às constelações (grupos de estrelas).
Essas duas referências se tornaram a base para os sistemas Horizontais, Celestes e Terrestre, utilizados pelos astrônomos em nossos dias.
O que difere a Astrologia da Astronomia é que a primeira acrescenta um significado aos eventos que ocorrem no céu. E para isso, criaram uma "régua" empregando a trajetória aparente do Sol.
O Zodíaco (Roda da Vida, zoe = vida) é uma divisão do círculo em 12 seções iguais, cada uma com 30º. Os astrólogos ocidentais tomaram o seu início no ponto vernal ou 0º de Áries, criando então uma régua móvel. Já os hindus preferiram tornar a origem do Zodíaco um ponto fixo no céu.
Conforme a necessidade, cada seção foi subdividida em seções menores, como é o caso das faces e decanatos, cada uma com 10º e os dwamsas, de 2,5º. A cada seção é atribuído um conjunto de particularidades ou qualidades, obtidos a partir da observação sistemática do que acontecia no céu.
Importante: mesmo em sua origem, o Zodíaco e as constelações zodiacais são assuntos ou temas diferentes. As constelações zodiacais são ajuntamentos de estrelas que tem tamanhos diferentes no céu. Enquanto a constelação de Escorpião ocupa uma enorme região no céu, Capricórnio ocupa um espaço mínimo.
Em síntese, as constelações zodiacais são diferentes do Zodíaco, o que imnplica dizer que o fato da constelação de Ophiuco ocupar a região do Zodíaco não quer dizer que o Zodíaco astrológico esteja errado.
Vamos então às origens.
Antigamente, mas bem antigamente mesmo, quando a Astrologia e a Astronomia eram uma mesma Arte, os sistemas de referência utilizados para apontar, indicar e anotar as posições dos astros eram de duas naturezas:
- Terrestre: altura e direção, o que deu origem à importância do Ascendente.
- Celeste: posição em relação às constelações (grupos de estrelas).
Essas duas referências se tornaram a base para os sistemas Horizontais, Celestes e Terrestre, utilizados pelos astrônomos em nossos dias.
O que difere a Astrologia da Astronomia é que a primeira acrescenta um significado aos eventos que ocorrem no céu. E para isso, criaram uma "régua" empregando a trajetória aparente do Sol.
O Zodíaco (Roda da Vida, zoe = vida) é uma divisão do círculo em 12 seções iguais, cada uma com 30º. Os astrólogos ocidentais tomaram o seu início no ponto vernal ou 0º de Áries, criando então uma régua móvel. Já os hindus preferiram tornar a origem do Zodíaco um ponto fixo no céu.
Conforme a necessidade, cada seção foi subdividida em seções menores, como é o caso das faces e decanatos, cada uma com 10º e os dwamsas, de 2,5º. A cada seção é atribuído um conjunto de particularidades ou qualidades, obtidos a partir da observação sistemática do que acontecia no céu.
Importante: mesmo em sua origem, o Zodíaco e as constelações zodiacais são assuntos ou temas diferentes. As constelações zodiacais são ajuntamentos de estrelas que tem tamanhos diferentes no céu. Enquanto a constelação de Escorpião ocupa uma enorme região no céu, Capricórnio ocupa um espaço mínimo.
Em síntese, as constelações zodiacais são diferentes do Zodíaco, o que imnplica dizer que o fato da constelação de Ophiuco ocupar a região do Zodíaco não quer dizer que o Zodíaco astrológico esteja errado.
sábado, 1 de janeiro de 2011
O eclipse de 04/01/2011
O primeiro eclipse solar de 2011 ocorre no nodo lunar norte, sendo observado em boa parte da Europa, norte da África e Ásia central. Trata-se de um eclipse parcial, ou seja, não há uma ocultação completa do Sol.
Será primeiramente visível no norte da Algéria e, à medida que a sombra se desloca para leste, será visível ainda nas cidades europeias de Madrid, Paris, Londres e Copenhague, ao nascer do Sol. Sua maior magnitude ocorrerá na região norte da Suécia. Na África, será visto no Cairo, Jerusalém, Istambul e Teerã.
Na Russia Central, Cazaquistão, Mongólia e noroeste da China será visto ao por sol Sol.
É o 14º eclipse da Série de Saros 151, iniciada em 1776 e que se encerra em 3056. Esta Série ainda terá mais quatro eclipses parciais, antes de iniciar a série de eclipses totais, em 2227.
Sob uma ótica astrológica, ocorre a 13º 38' de Capricórnio, atingindo a máxima altura (cerca de 55º) na região da Etiópia. Acompanhando a sequência dos eventos desta família de eclipses, nota-se que estão associados à liberdade e ao progresso. Segundo os astrólogos clássicos, a ação do eclipse é antes geral que particular, ocorrendo apenas nas regiões em que é visível.
De certo modo, sua atividade deve aumentar a disputa cambial existente nos países industrializados da Europa, especialmente França e Alemanha, promovendo medidas protecionistas. Com isso, também surgirão medidas protecionistas para manter a coesão da Comunidade Europeia.
Também podemos contar com o agravamento da crise na Grécia e Espanha, especialmente sob a ótica de suas economias internas. Este eclipse sugere uma retração comercial.
Porém, é preciso lembrar que este é um eclipse de pouco força e intensidade, não indicando nenhum evento catastrófico.
Aqueles que possuem Lua, Sol ou Ângulos próximo ao grau onde ocorre o eclipse encontram-se mais suscetíveis a sua ação e podem passar por situações de dúvidas quanto às suas carreiras ou à necessidade de serem mais respeitadas em suas atividades. Podem então tomar direções e rumos baseados numa referência intangível, contrariando a sua natureza básica.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Sistemas de Casas Astrológicas
O fato é que as casas são referências simbólicas, enquanto que a posição dos planetas corresponde a situações concretas e mensuráveis.
No entanto, para muitos de nós, as casas são e continuam ser importantes para uma boa interpretação. E isso nos coloca diante de um problema, pois existem, nos tempos atuais, três categorias de sistemas de casas, conforme a referência na qual se baseiam:
- Eclítico.
- Temporal.
- Espacial.
E existem pelo menos cerca de duzentos métodos diferentes de cálculo para localizá-las ao longo da Roda da Vida ou Zodíaco (zoe = vida), embora apenas cerca de vinte tenham valor prático hoje em dia.
Portanto, os planetas estarão distribuídos em casas diferentes, dependendo do sistema adotado. Isso pode dar a impressão que o astro se move quando variamos de um sistema de casas a outro, o que não é verdadeiro. Mas sabemos que a interpretação de um gráfico astrológico pode diferir radicalmente dependendo do método utilizado para o cálculo das casas.
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