sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Eclipse de 15/01/2010

Trajetória

O primeiro eclipse solar de 2010 ocorre em Capricórnio, junto ao Nodo Lunar Norte ou Ascendente. Trata-se de um eclipse anular, que atravessará a África Central, o Oceano Índico e leste da Ásia, sendo visível numa largura de 300 km a partir de sua trajetória. Será visível como um eclipse parcial no leste da Europa, boa parte da África, Ásia e Indonésia.

Um eclipse anular é aquele em que o disco da Lua não cobre inteiramente o disco do Sol a ponto deste último formar um anel em torno da Lua. Isto ocorre porque a Lua se encontra em seu máximo afastamento e o Sol, em sua máxima aproximação, em relação à Terra.

A trajetória do eclipse inicia-se ás 05:14 UT na porção ocidental da República Centro Africana. A sombra do eclipse se move rapidamente através de Uganda, Quênia e do sul da Somália. Nas duas horas seguintes, a sombra deslocar-se-á sobre o oceano, onde ocorrerá o máximo ocultamento, às 07:06:33 UT, com o Sol a uma altura de 66º. O ocultamento máximo terá duração de 11’ 08”, circunstância que, para um eclipse anular, irá se repetir apenas em 23/12/3014.

A cidade de Male, nas Ilhas Maldivas, será a única cidade com um aeroporto internacional que estará sob a sombra deste eclipse.

A trajetória da sombra do eclipse cobrirá aproximadamente 12.900 km em pouco menos de 04 horas. Veja o mapa do eclipse.

Série de Saros

Trata-se do 23º eclipse da série 141 de Saros, que se iniciou em 19/05/1613. O primeiro eclipse anular ocorreu em 04/08/1739, aumentando a sua duração, sendo o maior em 14/12/1955, com cerca de 12 minutos de duração. O último eclipse anular desta série ocorrerá em 14/10/2460; e o último eclipse de toda a série se dará em 13/06/2857.

Observa-se que a área de sombra dos eclipses anulares desta série, em sua maior parte, cobrem a África Central, Índia e o sul da Ásia. Apenas alguns poucos têm seu epicentro sobre a Europa ou EUA. Tendo em vista os ensinamentos de Claudius Ptolomeu e Guido Bonatti, a duração média dos efeitos destes eclipses é de cerca de 03 anos.

Sobre o eclipse de 14/12/1955

Epicentro ao sul da Índia.

O ano de 1956 assistiu a independência do Marrocos e da Tunísia, bem como, a crise do Canal do Suez; ainda, o Paquistão tornou-se uma nação islâmica. Em 1957, inicia-se o acordo militar entre EUA e a Arábia Saudita e nasce Osama Bin Laden. Em 1958, Chade, Gabão, Congo e República Centro Africana tornam-se independentes.

Sobre o eclipse de 24/12/1973

Epicentro sobre as Guianas.

Em 1974, explode uma rebelião militar na Etiópia; desastre do avião da Turkish Airlines; Revolução dos Cravos, em Portugal; renúncia de Nixon em razão do escândalo Watergate; independência das colônias de Portugal (Goa, Damão e DIU). Em 1975, fim da Guerra do Vietnã; independência de Moçambique, Cabo Verde, Comores, São Tome e Príncipe, Papua e Nova Guiné, Suriname e Timor Leste. Este último foi invadido pela Indonésia. Em 1976, Idi Amin é nomeado presidente vitalício de Uganda.

Sobre o eclipse de 04/01/1992

Epicentro sobre as Oceano Pacífico.

Em 1992, independência de Bósnia e Herzegovínia e guerra civil; massacre do Carandiru; em 1993, desmembramento e independência da República Checa e da Eslováquia; guerra em Angola; guerra civil no Zaire; em 1994, acordos entre sérvios e croatas para por fim aos conflitos; Israel aceita mediação no conflito sobre Hebron; assassinato dos presidentes de Ruanda e Burundi; Nelson Mandela assume a presidência da África do Sul.

Sobre o eclipse de 15/01/2010

Epicentro sobre o Oceano Índico, próximo às Ilhas Maldivas.

Eventos esperados para 2010: Copa do Mundo, na África do Sul; eleições presidenciais, no Brasil; em 2011, Jogos Panamericanos, no México; em 2012, eleições presidenciais nos EUA, expira o Protocolo de Kyoto.

Ações prováveis: como este eclipse ocorre no signo de Capricórnio, a expectativa é de aumento da fome e da pobreza na região de visibilidade do eclipse, especialmente na África Central. Vênus e Saturno encontram-se em mútua recepção, sendo que o primeiro forma conjunção com o eclipse. Esta situação tende a tornar as mulheres mais vulneráveis às ações decorrentes do eclipse. Os conflitos étnicos e genocídios devem continuar ocorrendo, especialmente entre setembro e outubro de 2011.

O Sol estará se pondo quando o eclipse for visível no Himalaia e sul da Ásia e, para esta região, podem ocorrer enchentes, deslizamentos de geleiras, perda da produção agrícola.

Os eclipse anteriores trazem ênfase nas independências das antigas colônias, muitas vezes, tendo o islamismo como pano de fundo. Os conflitos no Afeganistão devem continuar ainda por longo tempo. Na China, também existirão confrontos em algumas províncias, por motivos religiosos.

Quanto ao Protocolo de Kyoto, algo que o substitua a contento surgirá apenas ao final de 2012.

Conclusão

É bastante provável que, nesses próximos três anos, nos deparemos ainda com aumento da violência urbana bem como, fusões e aquisições de grandes grupos comerciais. Isso representa uma maior concentração de empresas e filiadas nas mãos de poucos grupos corporativos. Este eclipse traz um certo nivelamento da economia em patamares modestos; portanto, que não se espere grandes aumentos de demanda na indústria e nem crescimento, no comércio.

Em conflitos com o mundo muçulmano, pelos próximos três anos, não haverá uma oportunidade imediata de restabelecer a paz e oferecer um canal de entendimento. Ao contrário, a expectativa é de tensão em toda a África Central e no Oriente Médio.

No âmbito individual, exercerá algum efeito para aqueles que tiverem Sol, Lua ou Ângulos no último decanato dos signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio), trazendo mudanças e transformações significativas por meio de novos encargos e responsabilidades, assumidas sem o conhecimento prévio de seu alcance.

Em função dos aspectos que forma, entretanto, não é um eclipse que tenha configurações suficientes para gerar eventos destrutivos, sendo considerado de pouca atividade.

Leituras recomendadas:

BONATTI, Guido. Liber Astronmiae. Apostila

PTOLOMEU, Claudius. Tetrabiblos. Saldasuud.

TEAL, Celeste. Eclipses, Predicting World Events & Personal Transformation. Woodbury: 2006, Llevellyn.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O papel do astrólogo no século XXI

A Astrologia tem cerca de seis mil anos e, desde a sua origem, passou por várias revisões e mudanças de enfoque e abordagem. Contudo, em razão da complexidade e amplitude do conhecimento que envolve, sempre esteve nas mãos de uma elite capaz de refletir sobre o seu conteúdo.
Filosofia e Ciência sempre dialogaram entre si e assim, contribuíram para introduzir a Humanidade ou o indivíduo num contexto apropriado à época. A Astrologia sempre teve o mérito, em razão de sua transdisciplinaridade, de se situar entre as várias correntes do pensamento e atividades humanas.

Até o início do século XX, o enfoque do saber Astrológico sempre se dirigiu às questões preditivas. É claro que houve mudanças ao longo dos vários milênios quando a pergunta era "o que vai acontecer depois?" Os objetivos individuais e coletivos aperfeiçoaram-se ao longo do tempo e assim, a própria Astrologia se refinou em suas interpretações. Porém, um fato é claro: o papel do astrólogo declinou, especialmente a partir do século XVIII.
É possível refazer a mesma pergunta então: qual é o papel do Astrólogo em nossa sociedade?

Cientista ele não é. A maior parte dos astrólogos desconhece os princípios de astronomia que se encontram na raiz do movimento dos astros que interpretam. Com o advento do computador e da internet, também não fazem a menor idéia dos procedimentos de cálculo necessários para obter um gráfico astrológico. E, a questão principal, que é o fato de que o conhecimento Astrológico não se reduz a um modelo que possa ser reproduzido como uma experiência científica.
Filósofo? Poucos são aqueles que se debruçam a refletir sobre o comportamento humano, seja no coletivo como no individual e suas implicações com os movimentos celestes e suas combinações. Mas é a própria Filosofia, à medida que reflete sobre o conhecimento humano, quem dá pistas do papel que pode ser assumido pelo astrólogo diante da Astrologia.

Essencialmente, os astrólogos trabalham realizando consultas. Existem vários métodos e o campo de estudo é tão vasto quanto o conhecimento humano. Qualquer tema pode ser abordado, avaliado, ponderado e interpretado, desde questões de natureza individual como coletivas ou institucionais.
Por outro lado, após a Revolução Industrial, a própria sociedade passou por diversas mudanças que, neste início de milênio, vem culminando com as tentativas de unir as nações em torno da preservação do planeta e da humanidade. Duas linhas de pensamento e conduta caminham lado a lado: sustentabilidade e responsabilidade social.

Torno a fazer a pergunta: qual o papel do astrólogo neste contexto pós-moderno? Onde poderia se inserir, com o seu saber e prática, de tal modo que seja eficaz a partir de sua atividade?
Nossa sociedade é formada, há décadas, de especialistas, algo que raros astrólogos o são. Astrólogos ainda são vistos como personagens folclóricos que consultam os astros quase como videntes (sei que a imagem é exagerada...). E este tipo de indivíduo, em nossa sociedade, tende a perder ainda mais a sua importância e relevância se não se inserir, não dirigir o seu saber transdisciplinarmente para a própria sociedade na qual vive.

As Ciências Teológicas, nas últimas décadas, tem se aproximado das Sociais e vice-versa, trocando entre si muitas informações e experiências, a ponto de quase adotarem uma linguagem comum. Em ambas, encontramos uma preocupação com a prática da cidadania, independente de disposições reguladas pelo Estado.
Vivemos uma época paradoxal em que a liberdade individual chegou ao seu clímax, a ponto de termos de pensar coletivamente para tentar salvar o planeta. Mas, ao mesmo tempo, a maior parte da população do planeta ainda vive à margem dos benefícios proporcionados pela dita liberdade individual, existindo em condições que restringem sua própria sobrevivência e existência.
Pessoalmente, acredito que este seja o caminho que deva ser trilhado pelo astrólogo pós-moderno, numa visão socialmente ampliada, participativa em sua comunidade, efetivo em sua atuação como agente de mudança e junto de instituições que lhe deem suporte.

Predizer o futuro ou desenvolver potencialidades? O desenvolvimento de potencialidades, se ocorre coletivamente, é multiplicadora e geradora de oportunidades. O gráfico astrológico é, acima de tudo, um instrumento de exercício e aprendizado que, adequadamente empregado, pode levar a um maior desenvolvimento humano e maior inserção social. Neste caso, o astrólogo passa a ser um orientador ou facilitador, despertando o "cliente" para suas habilidades, sugerindo instrumentos de superação de dificuldades e obstáculos associados a sua própria natureza. Em larga escala, poderíamos vislumbrar mais indivíduos aprendendo, estudando e trabalhando, mas centrados em sua essências e motivações. Num estágio seguinte, pode-se pensar numa atividade semelhante voltada para as equipes, famílias, grupos de estudo ou trabalho...

É preciso mudar a postura do astrólogo, bem como a sua linguagem. Há um trabalho a ser feito, uma vez que este tem de descer de seu pedestal. Porém, as possibilidades de êxito são exponenciais:
  • Mapa Natal: potencial individual, metas, objetivos.
  • Combinações de mapas natais: elaboração de equipes e grupos voltados para objetivos precisos.
E, quem sabe, a pessoa mais indicada para estar ao seu lado em sua equipe de trabalho não seja justamente aquela que ainda não teve oportunidade de estudar e está só esperando uma chance?

domingo, 12 de julho de 2009

Religião, Misticismo, Mercado e Conflitos

Uma interessante configuração vem ocorrendo no céu, a conjunção entre Júpiter e Netuno.
Embora não seja visível a olho nu, não significa que não represente algum evento em nosso planeta.
Na bibliografia astrológica, encontramos que Netuno costuma refinar o que toca. Associa-se ao ilusório, ao êxtase, mas também às crenças, misticismo e religião. Júpiter possui significados semelhantes, embora de uma perspectiva mais filosófica, pois igualmente governa a religião, a ética e bem como, as pessoas responsáveis pela difusão dos conceitos associados.

Segundo Morin de Villefranche, os significados astrológicos são construídos e operam de acordo com as suas analogias. Esta conjunção ocorre no signo zodiacal de Aquário, com uma forte conotação social (alguns querem ainda, fraternal). Contudo, este signo é conhecido tanto pela engenhosidade mas também pela falta de senso prático.

Meus questionamentos, entretanto, vão noutra direção. Estou imerso no mundo cristão, e este se mostra absolutamente esfacelado, há inúmeras denominações que, felizmente, parecem caminhar na direção de uma alguma unidade, de projetos comuns, que se encontram além de suas próprias diferenças e divergências, graças justamente à dimensão social que as religiões vem agregando, notadamente nos países emergentes.

Primeiramente, gostaria de destacar as semelhanças entre religião e misticismo.
Das várias definições encontradas no Dicionário Houaiss, ficarei com uma: “8 qualquer filiação a um sistema específico de pensamento ou crença que envolve uma posição filosófica, ética, metafísica, etc.”; com respeito à misticismo, da mesma fonte bibliográfica, gostaria de destacar várias passagens: “2 crença de que o ser humano pode comunicar-se com a divindade ou receber dela sinais ou mensagens; 4 atitude mental, baseada mais na intuição e no sentimento do que no conhecimento racional, que busca, em última instância, a união íntima e direta do homem com a divindade; 6 intensa fé e devoção religiosa, frequentemente exacerbados, com traços de sentimentalismo e romantismo.”
Pelo acima exposto, nota-se que, é a mística da religiões a responsável pelos conflitos existentes entre suas várias denominações ou ainda, de uma forma ainda pior e cruel, entre as diversas religiões. Não há como dissociar a mística da religião, esta última se processa através da primeira, embora corra o risco do dogmatismo e do fanatismo.


A minha pergunta então, sob a conjunção de Júpiter e Netuno, ambos retrógrados em Aquário é porque tanta violência étnica tendo o selo das diferenças religiosas como pano de fundo nos tempos recentes? Existe alguma solução? Vislumbra-se uma possibilidade de entendimento, mesmo que a partir do prisma da diversidade de crenças?

No mundo islâmico, a recente eleição presidencial no Irã trouxe um contexto de violência que quase chegou ao nível de uma insurgência, de uma guerra civil. Em Honduras, a deposição do presidente por uma junta militar trouxe uma onda de violência ímpar. No oeste da China, vimos conflitos de extrema violência entre duas etnias, que igualmente contam com diferenças religiosas para acirrar os seus ânimos (os uigures são, em sua maioria, muçulmanos; os hans seguem os ensinamentos de Confúcio ou Buda).

Não foi difícil constatar que esta conjunção ocorre nos Termos de Marte, no final do signo zodiacal de Touro que, nesses dias, encontrava-se exilado em em seus próprios Termos.
Portanto, essa violência não terá um fim tão imediato, uma vez que Netuno ainda permanecerá nos termos de Marte por um bom tempo ainda e estimulará a violência de etnia contra etnia, sempre com uma exacerbação de componente religiosa a ditar as diferenças.


E será que existe alguma solução? É a sociedade como um todo que está vendo as suas crenças irem para o ralo. Esta semana, houve uma discussão dos BRICS no sentido de substituir o dólar como moeda utilizada no comércio exterior. Fatalmente, isso acabará ocorrendo e o “Deus Mercado” terá de se adaptar a uma composição ou engenharia financeira diferente da que estamos acostumados.
Em 2012, Júpiter estará em Gêmeos, em seu Exílio. Contudo, as combinações astrológicas para esta época são interessantes: quadratura com Netuno, agora em Peixes, a quem governa; sextil com Urano, em Áries; e trígono com Saturno, em Libra, repetindo uma configuração recente, mas agora ocorrendo nos signos do elemento Ar.
Assim, a solução encontra-se realmente no âmbito do universo místico-religioso, de cunho universalista, como solução para manter as relações e tratados (especialmente os comerciais), mas particularmente, as relações sociais. 2012 será um ano de reestruturação da sociedade, que nesse anos ainda terá resultados frágeis e talvez ocorra em dois âmbitos. Por um lado, as instituições e as organizações talvez não tenham mais a mesma importância que tem hoje, em virtude das mudanças do polo financeiro. Por outro lado, a sociedade tenderá a se agrupar em células que se auto-regulam, em comunidades alinhadas com as suas realidades locais, mesmo que sob a bandeira das organizações em que hoje se encontram (não acredito em revolução, guerra civil, etc...).
E é neste âmbito que o modelo social que tem como base a religião oferece uma alternativa inteligente, funcional e prática, ao mesmo tempo que, de extrema simplicidade. A continuar a integração entre as várias denominações, especialmente neste campo, é o caminho que podemos esperar para o nosso futuro. E aí, em razão das próprias necessidades (manutenção e preservação do planeta, da vida e do trabalho), é que poderemos pensar em um pouco de paz.
Estaremos lá para ver, falta pouco tempo.

segunda-feira, 23 de março de 2009

A excomunhão da camisinha (por Tutty Vasques)

O discurso é, basicamente, o mesmo. O que o papa disse sobre preservativos na África dilacerada pela aids é mais ou menos o que o arcepisbo de Olinda e Recife disparou contra a gravidez interrompida para salvar a vida daquela menina de 9 anos estuprada pelo padrasto em Pernambuco. Desde a Idade das Trevas, quando ainda não havia camisinha ou clínica de aborto, a igreja católica tenta convencer seu rebanho a combater o mal sem preservativos ou paliativos, só na base da fé e da espiritualidade individual. Como diriam no núcleo indiano da novela das oito, “hare baba”, papa!

Bento XVI praticamente excomungou a camisinha a caminho de Camarões, porta de entrada de sua primeira visita à África. Criticado por Deus e o mundo representado pela ONU, o Vaticano não se abala. Age como se guardasse na manga da batina alguma mensagem recém chegada do céu para alertar sobre a origem demoníaca de todo esse papo politicamente correto que anda por aí contaminando a Humanidade. Sai Satanás!

Tem religioso tomando gosto pelo culto ao absurdo. Nada mais justifica vir a público quando não é chamado para dizer, por exemplo, que a lavadora de roupas fez mais pela libertação feminina que a pílula anticoncepcional. Graças ao seu bom pai a igreja católica não depende dos votos de fiéis. Ou seria uma espécie de PTC, sem o Clodovil. Que Deus me perdoe!

Texto publicado na coluna Ambulatório da Notícia deste domingo no caderno Aliás do 'Estadão'.

http://blog.estadao.com.br/blog/tutty/?title=a_excomunhao_da_camisinha&more=1&c=1&tb=1&pb=1